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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Leitura do Simbólico



Simbólico: (2a6m ate 4/5 anos) – Esta  é a idade do simbolismo e do faz de conta. No inicio deste período a criança não entende o faz de conta, acreditando mesmo no simbolismo, e por isso tem medo de fantasias (palhaços, pessoas com roupas de animais – mesmo que vestidos na frente dela). Conte  todas as historias mágicas e cheias de fenômenos. A magia dá um prazer muito grande a eles. Os animais falam, as pessoas voam, os carros tem sentimentos. Nada é impossível. Seja criativo quando a historia do livro não for. Muitas vezes os autores não sabendo a idade mental das crianças contam fatos achando que estão atingindo as mesmas. Neste período, as crianças não entendem as pessoas fantasiadas, e quando ela quer ser um personagem, apenas a força do pensamento importa. Se ela tem medo do lobo, não adianta você dizer que e o titio é que vestiu a roupa do lobo, porque ela vai continuar achando que aquele é o lobo. Agora ele já segue uma seqüência, mas não fica esperando coisas complexas acontecerem. O final não precisa ter lógica e podem ocorrer fatos que, do ponto de vista lógico, seriam impossíveis. Ele não entende ainda ambigüidade, nem ironia. Só fatos concretos.
Livros Interessantes:
1) O Lobo e os sete cabritinhos
2) Surpresa na Sombra
3) As flores da primavera
4) Pedro esta encolhendo
5) Os músicos de Bremen

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Férias: tem coisa boa para se fazer!



- Não fique sozinho em casa no computador ou televisão. Convide amigos para jogar ou ver algum filme.
-Marque passeios com seus amigos ou vá a cursos de desenho, culinária, teatro. Veja tudo que tem na sua cidade.
-Não deixe de ir ao teatro e no final faca um resumo junto com seus amigos.
-Programe uma caminhada ecológica. Conhecer áreas de sua cidade ainda não muito exploradas. Tem grupos promovendo.
-Marque um passeio ao Centro e Lugares históricos de sua cidade. Conhecer sua cidade deve ser uma obrigação.
-Separe um caderno ou use o computador para diariamente registrar o que você realizou naquele dia. DIARIO. Ou ainda, poste no Twitter, Facebook, Orkut ou monte um blog sobre suas férias!
-Em casa aproveite para ajudar em tarefas que você nunca faz. Trocar uma lâmpada, colocar um quadro na parede, colocar a roupa na maquina para lavar. Aproveite para aprender tarefas comuns na sua casa. Um dia você vai estar em um lugar onde vai ser muito útil
-Faca a lista de compras de sua casa e aproveite para ir ao supermercado fazer as compras. Aprenda como comprar. É outra coisa que tem valor a vida inteira. Quanto mais liberdade você tiver, mais importante vai ser saber como se cuidar.
-Ir ao cinema e obrigatório. Escolha um bom filme e marque com os amigos. Pelo menos 2 junto com você para formar um grupo.
-Veja quais as exposições que estão disponíveis e escolha uma para você ver. Sempre com amigos.
-Leia pelo menos um livro. Veja o que os amigos estão lendo para vocês comentarem.
-Plantar e trabalhar com a terra é muito interessante. Escolha uma planta e faça um jarro bem diferente para sua casa. Se estiver sem idéias, vá até o meu blog http://newcountryhome.blogspot.com e veja que coisas maravilhosas você pode fazer.
Boas férias e retorne feliz para a Escola.
Beta

terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma Lei da Vida



Nós, pais e educadores, temos a frágil noção de que as crianças e adolescentes estão crescendo apenas com a mística de que são detentores do direito a felicidade. Mas afinal, o que é a felicidade? Seria não haver contrariedades? Nesse caso, estamos vendo uma distorção absurda quanto ao que é ensinar.
Para que crianças e adolescentes cresçam saudáveis, é preciso que passem por contrariedades e frustrações, porque elas são inerentes a vida. Muitos pais começam a montar um cenário de culpas tão logo os filhos nascem. Querem dar a seus filhos tudo o que tiveram, e principalmente o que não tiveram em suas vidas, não analisando que, mesmo que não tenham tido várias coisas, estão saudáveis, vivendo ativamente e se aprimorando frente aos desafios exatamente para conseguir galgar patamares mais altos. Começam no entanto fazer sacrifícios, em muitos casos, para que os filhos tenham de tudo, sem qualquer esforço de conquista. Não conseguem ver que, tendo tudo, seus filhos não desenvolvem o sentido de necessidade, o conceito de que é lutando que as coisas acontecem.
Na realidade, temos que dar o que é fundamental, e junto ao que damos, precisamos ensinar a eles que a melhor coisa da vida é conseguir conquistar aquilo que queremos, com trabalho, esforço, persistência e decisão. Caso contrário, passam a achar que o mundo já é deles e tudo já está conquistado, dominado. Acham que o patrão que tiverem deverá se comportar como um pai ou mãe, e quando isso não acontece ficam se ver sentido em lutar pelo que acreditam.
De uma maneira toda própria, acham que tudo deve vir ao encontro deles, naturalmente. Até porque foi assim que seus pais fizeram até quando puderam. Acham-se geniais, e dificilmente superam as frustrações, somatizando desgostos que levam a atitudes ainda piores. Podem até chegar a ignorar a ética, porque acham que estão sendo pouco reconhecidos e que qualquer caminho leva aonde querem chegar, mesmo os menos convenientes ou mesmo lícitos. Se foram acobertados durante muito tempo pelos pais, que tentaram evitar o sofrimento natural da vida, acabam por acreditar que a impunidade é a situação normal.
O pior é quando mantém esse comportamento pela vida afora, vivendo eternamente como jovens, mesmo quando já são adultos. Recusam-se a fazer esforços maiores, porque de alguma forma se sentem no direito de aguardar que alguém o faça, como seus pais um dia fizeram por eles.
Lutar é uma necessidade e as frustrações são inerentes a vida, razão pela qual temos que deixar as crianças viverem. Daí o grupo ser tão importante, pois ali todos tem que se relacionar na mesma estrutura. Criar e educar um filho é muito difícil, mas pode ser de uma grande beleza se for feita corretamente.