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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Como proteger seu filho na medida certa (03)

Intuitivo: tenha paciência... espere a criança fazer
(continuação)

Intuitivo 4/5/6/7/8 anos – Esta é uma fase de transição, onde a criança quer fazer tudo sozinha e já acha que sabe. Não diga que tudo que ela faz está errado ou poderia ser melhor. As crianças dão o melhor delas e a visão do adulto e que já esta congelada e ver erros em uma fase que ainda esta em construção. Se você não deixar que eles realizem as tarefas não vão aprender. Só aprendemos fazendo. O grande trabalho aqui e observar a criança fazer e ter a paciência de esperar a realização da tarefa. Sempre que não ficar ótimo de a oportunidade da criança fazer novamente em outra ocasião.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Como proteger seu filho na medida certa (01)

Sensório Motor: como agir nesse período do desenvolvimento

Este e um fator determinante na vida das crianças e os pais, normalmente, não sabem o quanto proteger e em que medida. No inicio da vida as crianças estão totalmente vulneráveis e necessitadas da proteção dos que com elas convivem.  Mas gradativamente, devem ser levados à independentizacao, sendo esse um processo delicado em que os pais precisam ter noção de quando e como isso pode ser feito. A sugestão é ir deixando seu filho fazer, sozinho, tudo que ele já pode fazer. Comer, vestir algumas peças, calçar as meias e os sapatos, pentear os cabelos, etc. Não faça por ele aquilo que ele já tenha prazer em realizar. Para saber quando e ate quando deve durar esta proteção, você deve conhecer um pouco o desenvolvimento de seu filho. Observe algumas coisas sobre isso.
(vou postar em série, período a período, para que você possa identificar a fase que seu filho está passando e analisar as recomendações que faço).

Sensório Motor (nascimento ate 1 ano e 6 meses) – A criança necessita de total assistência, mas precisa que seja dada, gradativamente, alguma independência. Deixe a criança chorar pedindo o alimento quando muito bebê, porque é nesta hora que ela estará se manifestando e fazendo ligações neurônicas. Nesta primeira etapa, a atenção deve ser grande, mas a idéia de que a criança é o animal mais inteligente na escala zoológica não deve estar distante de seus pensamentos. Alimentar, fazer higiene não e só o que temos a fazer. Brinque, fale, coloque musicas para a criança ir ajustando todos os seus sistemas que estão descoordenados. Não sufoque a criança mantendo-a sempre no colo. Deixe-a em situações nas quais ela possa se movimentar. Se você sabe o nível de sua criança você estará protegendo-a.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

RESPONSABILIDADE: ASSUMA A SUA


Você chega em casa, cansado de um dia de trabalho, todas as aporrinhações do mundo batendo à sua porta, e vem seu filho e diz que precisa conversar. Você senta no sofá e se coloca a disposição para o papo.
- Olha, tomei algumas medidas para tornar minha vida do jeito que eu quero, e vou falar agora sobre as coisas que tenho em mente. Preparado?
- Pode falar filho.
- Primeiro, não tomo mais remédio para bronquite. O gosto é ruim, e eu acho que é melhor tomar o remédio de reumatismo da vovó que tem sabor cereja.
- Certo filho, que mais.
- Não vou mais a fisioterapia porque acho que o braço que eu quebrei está bom, e inclusive vou tirar o gesso hoje na banheira, como vi na internet.
- Certo filho, você é quem sabe.
- E vou passar um tempo na casa de um amigo que mora num quilombo para entender umas coisas que não consegui entender. Não me esperem para o Natal.
- Tá bom filho, você decide. A responsabilidade é sua.
Fácil assim não é mesmo? Mas imagino que as coisas não se desenrolassem dessa maneira, porque as decisões estariam sendo tomadas por alguém que, aos 10 ou 12 anos não teria condições de medir as consequências de seus atos.
No entanto, ao contrário do que poderia acontecer a 20 anos atrás, tenho visto muitos, mas muitos pais mesmo, deixando os filhos decidirem sobre a escola em que vão estudar. É uma transferência de responsabilidade grave, porque a mesma determina o futuro dos filhos sendo que eles não tem a menor condição de fazer a opção mais adequada. Seria o mesmo que permitir que as coisas se desenrolassem como no diálogo acima, ou mesmo obrigar a criança a escolher seu médico. Nosso papel como pais e responsáveis é exatamente o de suprir aquilo que as crianças não tem condições de fazer. Por isso existe a figura jurídica do “abandono de incapaz”, quando expomos crianças a situações que elas não podem resolver sózinhas e ficam em risco de vida por conta disso.
A diferença entre deixar uma criança trancada no carro quando se vai às compras e permitir que ela decida sobre seu futuro num momento em que não tem condições, é praticamente nenhuma. Até porque, depois de tomado o caminho, anos depois, quando se constatar o desastre, será tarde demais para tentar consertar qualquer coisa.
O fato é que, normalmente, reagimos rapidamente e de forma eficaz quando vemos alguma coisa física, como uma fratura ou machucado, ou mesmo uma tosse ou febre. No entanto, quando estamos lidando com o sofrimento psicológico, as reações são mais lentas ou mesmo inexistentes. E o sofrimento existirá, em algum momento, se a criança fizer a opção, e não o adulto. Se nós já erramos bastante por falta de conhecimento, de tempo, de interesse objetivo, imagine alguém que não tem elementos minimos para tratar do assunto com consistência?
Bem, como educadora, recomendo enfaticamente a postura firme nessa hora, com uma decisão madura e orientada dos pais. A falta de valores e determinação vai acarretar em problemas, mais cedo ou mais tarde. Chega a hora em que temos, como pais, que ser firmes e dizer “você vai fazer isso”! Caso contrário, fica até mais fácil dizer ao filho, quando tudo der errado, “foi você quem decidiu”. Mas vamos e venhamos: isso é não assumir a responsabilidade e ter que arcar com as consequências do mesmo jeito.
Vamos escolher para nossos filhos e dizer a eles que temos a convicção do que é o melhor para eles naquele momento. Escola não é ítem de consumo como roupa ou sapato, mas sim o elemento mais importante na formação deles. É na escola que ele vai desenvolver coisas essenciais, como a MORAL ou a ÉTICA. Só a educação tem o poder transformador em uma sociedade. Não escolha a escola apenas pela aparência, mas principalmente veja a ideologia.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A Escolha de Sofia :: a decisão cruel



Esse foi um filme que me chamou a atenção e ficou gravado na minha memória, pela dramaticidade de tomar uma decisão que pode definir a vida de quem amamos. Como pode uma mãe ter que fazer uma escolha entre seus filhos, decidindo seu futuro? Mesmo que, em certas circunstâncias isso seja inevitável, ainda assim é cruel.
   A vida nos coloca em situações surpreendentes, para as quais não estamos preparados pelo inusitado das mesmas. Escolher uma escola é uma daquelas coisas que podem atingir um nível de complexidade muito grande, e considero essa uma situação tão séria que já escrevi anteriormente uma artigo sobre isso. Mas volto ao tema porque tem um significado especial para mim, como educadora, e acredito que para muitos que estão envolvidos com a criação dos filhos.
Existe um período do ano em que o movimento de busca da nova escola se torna um assunto prioritário. Mas a discussão geralmente gira em torno do preço da escola, e não de outros elementos que, no final das contas, são os mais importantes. Para a grande maioria, escola é CUSTO e não INVESTIMENTO, o que significa que em princípio, a decisão final fica comprometida com valores que a longo prazo são os menos importantes.
Tenho em mente que o Estado deveria oferecer ensino gratuito para toda a sociedade, com a mesma qualidade, focado no desenvolvimento de nossas crianças e adolescentes, mas é fácil constatar que isso não aconteceu, não acontece e está longe de acontecer, infelizmente. E vamos desperdiçando essa enorme massa de capital intelectual ano a ano, geração a geração. Para conseguir algum diferencial, famílias fazem esforços sobre-humanos para optar pela qualidade e não pelo preço. A decisão é difícil, frente as limitações impostas por um sem número de ocorrências, mas o que fica claro no médio e longo prazo é que Educação é o melhor investimento que podemos fazer em nossos filhos. E a Escola é o canal para ver acontecer, num futuro não muito distante, o acerto da decisão.
Por que tantas famílias preferem apresentar um belo carro enquanto seus filhos frequentam uma escola de qualidade duvidosa e preços módicos? Um símbolo de status em detrimento do futuro dos filhos... Visto sobre esse aspecto, é inacreditável, não é mesmo?
Meus pais, ao longo de toda a vida, foram muito enfáticos ao afirmar para seus sete filhos, que não teríamos herança alguma salvo a escolaridade e qualquer coisa que quiséssemos estudar. Mesmo para os filhos já adultos, e até casados e pais de filhos, eles sempre fizeram questão de pagar os estudos tais como universidade, pós graduações, cursos de aperfeiçoamento e tudo o que fosse nos levar a um patamar superior em termos culturais e intelectuais. Não deram carros ou apartamentos a ninguém, mesmo porque a vida sempre foi difícil e em uma determinada fase, terrivelmente problemática, com as perseguições do regime militar impedindo que meu pai conseguisse um emprego mesmo medianamente remunerado. Mas, ao final todos foram bem criados e bem educados.
Hoje, papai é bem velhinho (completou 90 anos em 2011). Mamãe faleceu há 30 anos. Ele tem certeza de que fez o que achou certo e que todos os filhos hoje, estão com suas vidas organizadas e intelectualmente ativos e produtivos. E frente a esse exemplo, fico me perguntando porque o mundo mudou tanto de lá para cá, tendo a esperança que os valores dele sejam retomados em algum momento pela sociedade - sim, porque não foi só ele e minha mãe que tiveram atitudes como essa.  O fato é que fica patente que, para obter melhores resultados em termos de oferecer um futuro melhor para nossos filhos, precisamos escolher o melhor em termos educacionais, mesmo que deixemos de comer em restaurantes da moda ou possuirmos “o carro”.
E a “Escolha de Sofia”? Bem, a história me voltou a mente quando vi uma família composta de mãe e dois filhos, sendo submetida a esse dilema. A mãe só vai poder pagar a escola de um dos filhos, e terá que matricular o outro em uma escola pública, que como se sabe, é um caos lastimável. Claro está que existem as chamadas “escolas de referência”, mas essas não contam porque certamente são pouquíssimas e não absorvem o contingente enorme que bate a porta em desespero. Inclusive, nessas escolas, há o sorteio de vagas previamente destinadas a professores e funcionários. O problema dessa mãe é ter que matricular um dos filhos em uma escola pública inaceitável para uma pessoa de classe média, que tenha conseguido manter as crianças em uma escola particular até aqui.
Quem, por qualquer motivo tenha visitado uma escola pública, tem uma idéia do que eu estou falando. Imagine o olhar de alguém que já teve condições de pagar por escolas de nível A para seus filhos. Atendimento deficiente, falta de informações consistentes, tratamento sem qualidade … a antítese do que se prega como padrão de atendimento em qualquer organização séria. E aí, a pessoa que sempre teve alguma possibilidade de pagar … fica sem chão. E com razão. E fica a pergunta: por que os menos favorecidos financeiramente tem que passar por uma situação como essa? Quando é que as escolas públicas vão ser suficientemente boas para todos - sejam pessoas com poder aquisitivo alto, sejam pessoas sem condições de pagar? O fato é que hoje, sem dúvida, quem pode pagar tem uma educação diferenciada para melhor, enquanto não restam alternativas para os demais - que são a maioria esmagadora da população brasileira. Por que um empresário pode montar uma escola de alto nível, enquanto o Estado, com todo o dinheiro arrecadado, não consegue fazer o mesmo, dispondo de recursos estratosférios.
Vendo essa mãe, que vai ter que tomar essa decisão a curto prazo (as aulas daqui a pouco começam!), fiquei pensando sobre tudo isso. Qual dos dois filhos será o escolhido para o sacrifício? Quem deverá ser colocado nas mãos do Estado? Essas perguntas, feitas de maneira geral, cabem em muitos casos porque com um mercado que oscila por tendências cada vez mais peculiares, profissionais bem remunerados de toda uma vida, podem ser vitimados por mudanças inesperadas e ter seus rendimentos levados ao mínimo necessário para a sobrevivência. Ou até menos. E no processo, o enxugamento atinge a todos os centros de custo da casa. Uns optam por vender a casa de campo ou praia. Outros em vender o carro de luxo e comprar um mais modesto. Outros deixam de pagar o condominio ou até cortam o plano de saúde. Mas todos analisam a mensalidade da escola como algo que pode ser resolvido colocando o filho na escola pública … e aí a coisa se torna muito séria. Considero que a idéia do Senador Cristovam Buarque faz todo sentido nessa hora: obrigatoriedade de filhos de políticos estudarem nas escolas públicas! Pode ser utopia, mas é excelente idéia, porque essa classe estaria totalmente atenta ao problema, como nunca antes esteve. Ninguém gostaria de oferecer aos seus filhos um arremedo de educação!
Enfim, o sofrimento dessa e de tantas outras mães conscientes, mas sem condições financeiras de arcar com os custos da educação, poderia ser mitigado. Quanto custa estudar no Brasil? Depende. Se você estiver entre os 20% mais ricos da população, vai chegar ao fim de 20 anos de colégio e faculdade com uma formação de aproximadamente R$ 250 mil. Isso significa cerca de R$ 1 mil por mês. Nessa conta entram o dinheiro que você tira do próprio bolso para pagar as mensalidades e a contribuição que o governo faz (com investimento em universidades estatais e deduções de imposto). Agora, se você fizer parte dos outros 80%, sua educação receberá um investimento bem menor: o equivalente a R$ 116 por mês. Esse é o total gasto pelo país por aluno para manter as escolas públicas, onde não se passa muito tempo. Em média, essa parte da população completa só 5 anos de estudo formal, geralmente entre os 7 e os 11 anos de idade.
Qual a sugestão e solução para nossos problemas educacionais? As sugestões do Prof. Lauro de Oliveira Lima estão em mais de 30 livros escritos durante mais de 40 anos. Será que algum dia nossos dirigentes da área de educação vão se dar ao trabalho de ler?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Escola Forte Escola Fraca


Chegou aquela época do ano que provoca um estresse tradicional entre pais e filhos: o período dos exames. Normalmente, ficou convencionado que existem escolas “fortes” e escolas “fracas”, mas ninguém até hoje estabeleceu o que isso significa. Está no imaginário mas não tem consistência. Para os pais, via de regra, são as escolas que fazem crianças e adolescentes “saberem” vários conteúdos através da decoreba, que serão esquecidos mais adiante (aliás, há também a crença de que esses conteúdos permanecem ... o que é um despropósito). Aquilo que existe no período da realização dos exames é perdido, mas ninguém consegue medir isso porque naquele momento existia por força da necessidade de passar no exame. Se hoje, você pai, fizesse um teste desses certamente seria reprovado, embora tenha passado no mesmo a 20 ou 30 anos atrás. O fato é que conteúdo não se sustenta, porque a grande maioria dele é totalmente desnecessária.
O grande problema aí é que, depois de ter sido massacrado por questões sem sentido, esse adolescente, que “passa” nos exames é exposto àquilo que realmente interessa, ou seja, a cursos superiores nos quais não se saem bem logo de início. O abandono no ensino superior é muito grande, criando um fosso entre o que se convencionou chamar de “ensino de qualidade” (montanhas de informação sem conexão entre si) e o ensino superior. Quantas universidades ou faculdades dedicam os primeiros dois semestres a ensinar, novamente, português, matemática, biologia e outras matérias que deveriam ter sido mais bem estudadas no Ensino Fundamental ou Médio? Praticamente um ano do período em que o aluno deveria estar se lançando ao treinamento essencial para a profissão que escolhem, é gasto com uma reciclagem de conhecimentos que foram deixados de lado no ambiente e no momento adequados.
Frente a todo esse caminho de pedras, grande parte dos adolescentes acabam desistindo do curso superior, num momento em que isso é fundamental para sua jornada pela vida com chances de sucesso. Teriam abandonado a escola ainda no ensino Médio ou Fundamental, se pudessem, mas são tolhidos pela pressão de seus pais e tutores, que veem no modelo vigente uma forma de amorosamente contribuir para o sucesso deles na vida. E quem não iria querer escapar de escolas terríveis, que nada ensinam e privilegiam o massacre diário quando deveriam promover a felicidade de aprender?
E as escolas ditas “fracas”, quais são? Em primeiro lugar, as “alternativas”, que fazem o jogo dos pais cujos filhos tiveram dificuldades nas escolas “mais fortes”. Normalmente, são escolas que tem um programa sem muita consistência para atender a clientela que a procura.
No entanto, temos que definir qual a verdadeira alternativa que deveria servir para atender as necessidades da sociedade para o Século XXI, mas isso não acontece porque o cliente (os pais) procuram, quando se trata de escola, qualquer modelo que tenha sido criado no Século XIX, já que consideram que o “tradicional” deu certo. Não há um ponto de referência de onde surgiu essa crença nem no que ela está baseada – várias ilações podem ser feitas, é claro – mas o fato é que o mercado sempre vai oferecer aquilo que é demandado, daí a permanência no erro que vai se tornando mais grave à medida que o indivíduo formado tradicionalmente não tem chances num mundo completamente diferente em termos de necessidades e competências exigidas.
Note-se que as escolas modernas são sempre voltadas para crianças bem pequenas, onde os pais se sentem à vontade por acharem que não há, nessa idade, nenhum conteúdo a ser trabalhado. No entanto, com o crescimento da criança, saem os pais a procura daquela escola que oferece condições de preparar seu filho para o vestibular – e agora para o ENEM. É uma decisão amorosa, sem dúvida, porque qual o pai que não quer o “melhor” para seu filho. A grande questão é: o que é o melhor?
Para poder estabelecer um padrão de escolha mais ajustado ao mundo em que vivemos, sugiro que os pais verifiquem qual a filosofia que norteia a estrutura pedagógica das escola onde você vai matricular seu filho. Não esqueça que as primeiras fases do desenvolvimento, ou seja, quando seu filho for mais novinho, são essenciais para a vida como um todo. É nessa escola e nessa idade que ele permanecerá por mais tempo, e vai ser necessário que você estabeleça um acompanhamento rigoroso para não ter surpresas desagradáveis mais adiante. Não considere que ele “só é gente” depois de uma certa idade. Seria o mesmo que deixar a construção de um edifício totalmente largada nas mãos de gente não preparada, para se preocupar depois com a parte de decoração. A casa cai desse jeito.
Portanto, gostaria de concluir dizendo que não existe escola forte ou fraca. Existem sim, escolas com programação diferenciada e que apresentam os conteúdos de forma diferente, considerando a época certa em que as crianças tem estrutura para receber os mesmos, e não baseando-se simplesmente naquilo que a idade indica em tabulações frias e geralmente ineficientes. Aprender não deve ser “dor”, mas sim “felicidade”. Desenvolva essa capacidade de entender a escola antes de matricular seu filho.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Para Que Servem As Escolas



Utilizando o titulo de um livro de meu pai, o Prof. Lauro de Oliveira Lima, gostaria de fazer uma reflexão com os pais para uma tomada de decisão de como escolher bem onde os filhos passarão muitas e muitas horas de suas vidas.
O que você quer para você é bom querer para seus filhos. Você gosta de seu trabalho? Ou gostaria de ser feliz nele? Pense que o mesmo deve acontecer com seu filho na escola. Jamais a escola deve despertar nele angustia ou tristeza. Ser muito feliz é o que importa realmente.
O que deve ser esperado da escola?
1 Um trabalho pedagógico envolvente, onde a criança tenha prazer em realizar as tarefas;
2 Um ambiente tranqüilo e entre amigos onde ele possa fazer sua socialização com segurança;
3 Uma equipe de pedagogos que estejam realmente unidos para promover o desenvolvimento infantil ou juvenil;
4 Material pedagógico que traga ate a criança situações problemas para serem resolvidas, promovendo assim a introdução dos conteúdos;
5 Trabalho envolvendo as artes e principalmente a musica (a musica é uma atividade abstrata);
6 Ambiente em geral deve ser alegre, mas não confunda com um clube; a escola tem características diferentes;
7 Não deixe de pensar que a biblioteca é muito importante, mesmo com todo aparato tecnológico;
8- A Escola deverá estar preocupada em se relacionar com a Comunidade; veja então o calendário para saber se as crianças saem dos muros da escola;
9 E finalmente, como são avaliadas as crianças e jovens? Nunca fique satisfeito se são feitas avaliações somente através das provas, temos que ter observações diárias para realmente acompanhar o desenvolvimento das crianças.
10 Uma Direção presente e realmente participativa. Conheça a Direção para você saber quem é o carro chefe do sistema onde você esta deixando seu filho.

Estes foram alguns pensamentos para que os pais fiquem atentos ao observarem a Escola onde vão deixar seus filhos e saberem que são estes profissionais que vão formar a ética e a moral de seus filhos junto com a família.
A Escola deve servir para fazer um acompanhamento junto com a família e para promover o desenvolvimento da criança. Teste bem se estes profissionais conhecem o desenvolvimento infantil.