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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Escola Forte Escola Fraca
Chegou aquela época do ano que provoca um estresse tradicional entre pais e filhos: o período dos exames. Normalmente, ficou convencionado que existem escolas “fortes” e escolas “fracas”, mas ninguém até hoje estabeleceu o que isso significa. Está no imaginário mas não tem consistência. Para os pais, via de regra, são as escolas que fazem crianças e adolescentes “saberem” vários conteúdos através da decoreba, que serão esquecidos mais adiante (aliás, há também a crença de que esses conteúdos permanecem ... o que é um despropósito). Aquilo que existe no período da realização dos exames é perdido, mas ninguém consegue medir isso porque naquele momento existia por força da necessidade de passar no exame. Se hoje, você pai, fizesse um teste desses certamente seria reprovado, embora tenha passado no mesmo a 20 ou 30 anos atrás. O fato é que conteúdo não se sustenta, porque a grande maioria dele é totalmente desnecessária.
O grande problema aí é que, depois de ter sido massacrado por questões sem sentido, esse adolescente, que “passa” nos exames é exposto àquilo que realmente interessa, ou seja, a cursos superiores nos quais não se saem bem logo de início. O abandono no ensino superior é muito grande, criando um fosso entre o que se convencionou chamar de “ensino de qualidade” (montanhas de informação sem conexão entre si) e o ensino superior. Quantas universidades ou faculdades dedicam os primeiros dois semestres a ensinar, novamente, português, matemática, biologia e outras matérias que deveriam ter sido mais bem estudadas no Ensino Fundamental ou Médio? Praticamente um ano do período em que o aluno deveria estar se lançando ao treinamento essencial para a profissão que escolhem, é gasto com uma reciclagem de conhecimentos que foram deixados de lado no ambiente e no momento adequados.
Frente a todo esse caminho de pedras, grande parte dos adolescentes acabam desistindo do curso superior, num momento em que isso é fundamental para sua jornada pela vida com chances de sucesso. Teriam abandonado a escola ainda no ensino Médio ou Fundamental, se pudessem, mas são tolhidos pela pressão de seus pais e tutores, que veem no modelo vigente uma forma de amorosamente contribuir para o sucesso deles na vida. E quem não iria querer escapar de escolas terríveis, que nada ensinam e privilegiam o massacre diário quando deveriam promover a felicidade de aprender?
E as escolas ditas “fracas”, quais são? Em primeiro lugar, as “alternativas”, que fazem o jogo dos pais cujos filhos tiveram dificuldades nas escolas “mais fortes”. Normalmente, são escolas que tem um programa sem muita consistência para atender a clientela que a procura.
No entanto, temos que definir qual a verdadeira alternativa que deveria servir para atender as necessidades da sociedade para o Século XXI, mas isso não acontece porque o cliente (os pais) procuram, quando se trata de escola, qualquer modelo que tenha sido criado no Século XIX, já que consideram que o “tradicional” deu certo. Não há um ponto de referência de onde surgiu essa crença nem no que ela está baseada – várias ilações podem ser feitas, é claro – mas o fato é que o mercado sempre vai oferecer aquilo que é demandado, daí a permanência no erro que vai se tornando mais grave à medida que o indivíduo formado tradicionalmente não tem chances num mundo completamente diferente em termos de necessidades e competências exigidas.
Note-se que as escolas modernas são sempre voltadas para crianças bem pequenas, onde os pais se sentem à vontade por acharem que não há, nessa idade, nenhum conteúdo a ser trabalhado. No entanto, com o crescimento da criança, saem os pais a procura daquela escola que oferece condições de preparar seu filho para o vestibular – e agora para o ENEM. É uma decisão amorosa, sem dúvida, porque qual o pai que não quer o “melhor” para seu filho. A grande questão é: o que é o melhor?
Para poder estabelecer um padrão de escolha mais ajustado ao mundo em que vivemos, sugiro que os pais verifiquem qual a filosofia que norteia a estrutura pedagógica das escola onde você vai matricular seu filho. Não esqueça que as primeiras fases do desenvolvimento, ou seja, quando seu filho for mais novinho, são essenciais para a vida como um todo. É nessa escola e nessa idade que ele permanecerá por mais tempo, e vai ser necessário que você estabeleça um acompanhamento rigoroso para não ter surpresas desagradáveis mais adiante. Não considere que ele “só é gente” depois de uma certa idade. Seria o mesmo que deixar a construção de um edifício totalmente largada nas mãos de gente não preparada, para se preocupar depois com a parte de decoração. A casa cai desse jeito.
Portanto, gostaria de concluir dizendo que não existe escola forte ou fraca. Existem sim, escolas com programação diferenciada e que apresentam os conteúdos de forma diferente, considerando a época certa em que as crianças tem estrutura para receber os mesmos, e não baseando-se simplesmente naquilo que a idade indica em tabulações frias e geralmente ineficientes. Aprender não deve ser “dor”, mas sim “felicidade”. Desenvolva essa capacidade de entender a escola antes de matricular seu filho.
sábado, 14 de maio de 2011
Educação Digital ou impressão digital...
(veja a matéria do Jornal Nacional, que fala sobre a evasão no ensino médio clicando aqui Jornal Nacional (11 de março 2011)
É mais do que evidente que estamos na Era Digital, mas o curioso é que nossas escolas estão na Idade da Pedra Lascada ainda. Professores continuam DANDO AULA!!! Cuspe e giz. E ainda não ficou claro que os alunos não estão interessados nisso? Que é preciso utilizar novas metodologias para despertar o interesse pela escola? O índice de abandono no Ensino Médio dá bem a proporção que as coisas tomaram. Curiosamente, em todas as atividades humanas nos dias de hoje os clientes são os primeiros consultados ... menos na Educação. Continuamos a impingir às novas gerações coisas que nenhuma empresa no mundo teria a desfaçatez de fazer, porque certamente quebraria em menos de um ano, por mais poderosa que fosse.
E aí vou lendo o que está sendo proposto para trabalhar o digital nas escolas, e não entendo como é que se quer chegar a algum lugar com esse tipo de pensamento. Curiosamente, crianças e adolescente já estão todos em REDE, usando os mais diferentes gadgets para se conectar, conversar, comprar, vender, trocar, etc. Os professores, por outro lado (pesquisa recente) não sabem nem usar, rudimentarmente, o desktop (pasme, isso mesmo, aquele monstrengo que ocupava nossas mesas e inundava nosso espaço de fios!). Num mundo de Ipad, Ipod, MP15, celular com TV Digital, GPS, acesso 3G, WiFi e todo tipo de recurso portátil – para não falar de notebooks e netbooks – ainda tem professor que acha que informática é coisa fora do contexto de sua atividade.
E o que está sendo proposto? O Ministério da Educação insiste em dar computadores aos alunos e professores, criando um padrão de uso a partir de um programa intitulado “Aulas Digitais”. Ora, sem a formação dos docentes, não haverá quem utilize esses equipamentos no trabalho com crianças e adolescentes. Se não há uma metodologia de ponta, para que dispor de equipamentos digitais? O que será feito com esse monte de chips? Primeiro temos que mudar a metodologia de ensino, para depois introduzir a tecnologia em sala de aula. No mundo empresarial, segundo um amigo meu, ter um processo administrativo ruim é um caos, mas informatizar um processo administrativo ruim é ter “um caos à velocidade da luz”. Ou seja, o que era ruim, mas demorava para acontecer, torna-se ruim em fração de segundos. Uma venda mal feita, que podia ser corrigida ao longo do processo, passa a ser uma venda mal feita a cada minuto. O resultado disso é que a empresa quebra muito mais rápidamente quando informatiza processos arcaicos. No caso da Educação, não será diferente. A inutilidade de colocar operadores ineptos para conduzir aulas com equipamentos tecnologicamente avançados continuará sendo o desastre que se apresenta nos vários contextos em que isso acontece.
A necessidade de aplicação de tecnologia não pode ser negada, mas não podemos, ingenuamente, achar que ela, sozinha, é a solução para o nosso tão atrasado sistema educacional. Nosso problema mais grave continua sendo a formação do professor.
Instrumentalizar a escola com equipamentos digitais é caro. Eles precisam ser atualizados com freqüência, até porque são fabricados com a chamada “obsolescência programada”. Quando você acha que está no topo da cadeia, em pouco tempo já caiu. De “high end” para “low end” é um pulo. No entanto, o professor não passa quase nunca por atualizações e permanece como gestor do processo, e ninguém se toca que isso não dá resultado.
Por que será que não se treinam os professores? Imagino que por medo... Se houvesse uma política de mobilização dessa magnitude, seriam feitas mudanças tão radicais que os políticos, penso eu, ficam com medo de testar essa hipótese. Ninguém quer mudar tanto, até porque seria preciso uma alta capacidade de adaptação, de competência inovadora e de coragem. Mas o resultado seria outro, muito melhor do que os apresentados até então.
Computadores encantam a todos, mas não fazem uma revolução metodológica. Revolucionar seria dizer: não ensine nada, porque os conteúdos que você vai passar estarão armazenados nos sistemas de dados e muitos, em pouco tempo, estarão obsoletos. Uma verdadeira arrancada metodológica tem que ser feita com a utilização de Dinâmica de Grupo, para desenvolver o que realmente importa, que é a inteligência e a criatividade das crianças para que elas possam mudar o mundo a partir das informações e equipamentos que terá a disposição. Não podemos querer ainda que a cabeça de uma criança faça a mesma função de um HD de 1 terabyte. Não é para isso que dispomos de tantos recursos mentais. Vamos usar esse enorme potencial do cérebro para que as crianças possam ser criadoras de idéias.
É mais do que evidente que estamos na Era Digital, mas o curioso é que nossas escolas estão na Idade da Pedra Lascada ainda. Professores continuam DANDO AULA!!! Cuspe e giz. E ainda não ficou claro que os alunos não estão interessados nisso? Que é preciso utilizar novas metodologias para despertar o interesse pela escola? O índice de abandono no Ensino Médio dá bem a proporção que as coisas tomaram. Curiosamente, em todas as atividades humanas nos dias de hoje os clientes são os primeiros consultados ... menos na Educação. Continuamos a impingir às novas gerações coisas que nenhuma empresa no mundo teria a desfaçatez de fazer, porque certamente quebraria em menos de um ano, por mais poderosa que fosse.
E aí vou lendo o que está sendo proposto para trabalhar o digital nas escolas, e não entendo como é que se quer chegar a algum lugar com esse tipo de pensamento. Curiosamente, crianças e adolescente já estão todos em REDE, usando os mais diferentes gadgets para se conectar, conversar, comprar, vender, trocar, etc. Os professores, por outro lado (pesquisa recente) não sabem nem usar, rudimentarmente, o desktop (pasme, isso mesmo, aquele monstrengo que ocupava nossas mesas e inundava nosso espaço de fios!). Num mundo de Ipad, Ipod, MP15, celular com TV Digital, GPS, acesso 3G, WiFi e todo tipo de recurso portátil – para não falar de notebooks e netbooks – ainda tem professor que acha que informática é coisa fora do contexto de sua atividade.
E o que está sendo proposto? O Ministério da Educação insiste em dar computadores aos alunos e professores, criando um padrão de uso a partir de um programa intitulado “Aulas Digitais”. Ora, sem a formação dos docentes, não haverá quem utilize esses equipamentos no trabalho com crianças e adolescentes. Se não há uma metodologia de ponta, para que dispor de equipamentos digitais? O que será feito com esse monte de chips? Primeiro temos que mudar a metodologia de ensino, para depois introduzir a tecnologia em sala de aula. No mundo empresarial, segundo um amigo meu, ter um processo administrativo ruim é um caos, mas informatizar um processo administrativo ruim é ter “um caos à velocidade da luz”. Ou seja, o que era ruim, mas demorava para acontecer, torna-se ruim em fração de segundos. Uma venda mal feita, que podia ser corrigida ao longo do processo, passa a ser uma venda mal feita a cada minuto. O resultado disso é que a empresa quebra muito mais rápidamente quando informatiza processos arcaicos. No caso da Educação, não será diferente. A inutilidade de colocar operadores ineptos para conduzir aulas com equipamentos tecnologicamente avançados continuará sendo o desastre que se apresenta nos vários contextos em que isso acontece.
A necessidade de aplicação de tecnologia não pode ser negada, mas não podemos, ingenuamente, achar que ela, sozinha, é a solução para o nosso tão atrasado sistema educacional. Nosso problema mais grave continua sendo a formação do professor.
Instrumentalizar a escola com equipamentos digitais é caro. Eles precisam ser atualizados com freqüência, até porque são fabricados com a chamada “obsolescência programada”. Quando você acha que está no topo da cadeia, em pouco tempo já caiu. De “high end” para “low end” é um pulo. No entanto, o professor não passa quase nunca por atualizações e permanece como gestor do processo, e ninguém se toca que isso não dá resultado.
Por que será que não se treinam os professores? Imagino que por medo... Se houvesse uma política de mobilização dessa magnitude, seriam feitas mudanças tão radicais que os políticos, penso eu, ficam com medo de testar essa hipótese. Ninguém quer mudar tanto, até porque seria preciso uma alta capacidade de adaptação, de competência inovadora e de coragem. Mas o resultado seria outro, muito melhor do que os apresentados até então.
Computadores encantam a todos, mas não fazem uma revolução metodológica. Revolucionar seria dizer: não ensine nada, porque os conteúdos que você vai passar estarão armazenados nos sistemas de dados e muitos, em pouco tempo, estarão obsoletos. Uma verdadeira arrancada metodológica tem que ser feita com a utilização de Dinâmica de Grupo, para desenvolver o que realmente importa, que é a inteligência e a criatividade das crianças para que elas possam mudar o mundo a partir das informações e equipamentos que terá a disposição. Não podemos querer ainda que a cabeça de uma criança faça a mesma função de um HD de 1 terabyte. Não é para isso que dispomos de tantos recursos mentais. Vamos usar esse enorme potencial do cérebro para que as crianças possam ser criadoras de idéias.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Ser mãe é padecer no futuro
Diz um antigo ditado que “ser mãe é padecer no paraíso”, e no caso da escolha da educação de seus filhos, isso é uma verdade fundamental. Sobre os ombros das mães, quase que exclusivamente, repousa a responsabilidade de escolher a escola de seus filhos, quase sempre até as primeiras séries do ensino fundamental. E mesmo podendo pagar por isso, é difícil determinar o que será melhor para eles, principalmente quando se sabe que é aí que estão em curso as primeiras fases do desenvolvimento, que serão responsáveis por muito do que vai acontecer pelo resto da vida deles. Uma situação como essa é comparável àquela que estavam submetidos jovens de 16 anos, tempos atrás, quando eram convocados a decidir sem qualquer base consistente o que seriam pelo resto de suas vidas em termos profissionais. Em qualquer das duas circunstâncias, a probabilidade de erro é grande.
Sem um lastro de conhecimento que permita uma análise mais aprofundada, normalmente as mães (ou responsáveis) escolhem geralmente escolas que tem um nível de exigência muito grande. Mas para onde aponta esse nível de exigência? Invariavelmente em aquisição de enormes volumes de conteúdos, que se fazem da vida de qualquer pessoa um inferno, por outro lado não acrescentam nada em termos de desenvolvimento da inteligência – elemento fundamental hoje e daqui para frente. Normalmente a criança é “afogada” em uma enorme quantidade de exercícios, a grande maioria voltada para a “fixação” de elementos que não terão qualquer utilidade futura. Há uma sensação geral de que “aprender é sofrer” e isso é uma falácia montada ao longo do tempo, e aceita até os dias de hoje. Na nossa sociedade, trabalho ainda é dor! Ou seja, a grande maioria das pessoas trabalha em coisas que não gostaria, razão pela qual são tão valorizados os feriados, finais de semana, “happy hours” e outros subterfúgios para criar um intervalo entre os momentos de sofrimento e a vida como ela deveria ser, no entendimento de quem pensa assim. Escola ser local de sofrimento não é uma coisa difícil de incorporar para as pessoas que sofrem trabalhando. Tudo está dentro do mesmo balaio. Mas não precisa ser assim. Aliás, por tudo o que sabemos nos dias de hoje, não pode ser assim!
Lastimável é não haver um “Curso para ser Mãe” ou um “Curso para Escolher a Escola de seu Filho”. E é fundamental entender o processo como um todo para poder desenvolver as competências necessárias para fazer as escolhas adequadas. Ser mãe, hoje, é coisa para profissional, e dos bons. Dá para bater ponto e cumprir tabela, mas o preço a pagar é muito alto se não formos a fundo na questão fundamental: em que mundo estarão vivendo nossos filhos e o que eles vão precisar saber por lá. Meu pai, o professor Lauro de Oliveira Lima, acha que uma coisa que toda mãe deveria fazer seria ler Ficção Científica para entender o que poderá estar acontecendo num futuro ignorado mas previsível e até projetável em algumas circunstâncias. Isso porque todas as coisas que já conhecemos, e nas quais acreditamos piamente por reforço constante, não servirão para formar as gerações que estão se deparando com o desafio de viver num mundo completamente diferente em sua base.
Isso porque aquilo que foi por muito tempo “fixado” (palavra que sempre me lembra o ato de pregar alguma coisa na mente de alguém, usando ferramentas medievais) na mente das crianças e adolescentes, será tarefa de grandes bancos de dados relacionais, integrados em nuvem (cloud computing) e acessáveis de qualquer lugar, a qualquer tempo, por gadgets cada vez mais reduzidos e portáteis. Os dados estarão disponíveis. A habilidade de acessá-los vai ser importante e a de utilizá-los, vital. Na cabeça, haverá lugar para a inteligência e criatividade. Esses dois elementos, associados ao desenvolvimento da moral do indivíduo, darão condições de sobrevivência num mundo que ainda não fazemos idéia de como será. Imagine seu filho hoje, com 5 anos e o coloque vinte anos a frente. Será um adolescente, caminhando para a fase adulta, e precisará estar apto a corresponder às demandas. O que você vai colocar na mochila dele? Todas as informações sobre quais são os afluentes do Rio Amazonas? A Tabela Periódica dos Elementos decorada? Os Lusíadas, na ponta da língua para ser declamado quando solicitarem?
Uma coisa interessante de se observar é que a mãe, em muitos casos, escolhe a maneira de educar considerando seu perfil pessoal bem como suas crenças e valores e não os do filho. Não funciona. Cada indivíduo tem suas peculiaridades, mas como explicar isso? Há ainda uma forte tendência de se considerar genética nesses casos, o que já se mostrou pouco eficaz. Na verdade o perfil de mãe precisa ser mais bem estudado por todos, e se você é mãe precisa definir qual é o seu e se deseja mudá-lo. Isso vai ajudar bastante na interação, pelo reconhecimento de suas características. Existem muitos perfis, e abaixo você pode verificar em qual você se encaixa:
- Exigente: Aquela que determina um padrão e não cede mesmo que esteja vendo que não e possível cumprir as metas.
-Indulgente: Aquela que cede a todas as vontades de seus filhos mesmo não concordando inteiramente com o que esta acontecendo.
-Resistente: Aquela que resiste bastante a ceder, tem princípios e mesmo a criança sendo prejudicada não muda de opinião.
-Rendida: Aquela que mesmo achando que não esta muito certa, faz o que os filhos querem mesmo sentindo-se prejudicada. E capaz de comprar objetos que terá dificuldades de pagar.
-Habilidosa: Aquela que faz concessões, mas leva os filhos onde ela quer. Acha que deve convencê-los em vez de dar uma ordem direta.
-Guerreira: Aquela que luta de todas as formas para atender os desejos de seus filhos. Mesmo com sacrifícios da família.
-Amorosa: Aquela que acha que tudo ela resolve com carinho e que as coisas ficam bem se ela for afetiva com os filhos.
-Negligente: Aquela que diz e não cumpre, deixa os filhos esperando e não chega nunca. Não fica preocupada com que os filhos pensam sobre ela.
-Perfeita: Aquela que sabe todos os padrões e não quer que nada saia de seu domínio.
-Adolescente: Aquela que abandona, troca-se com os filhos, quer estar vestida e com a programação deles. O “não” nunca esta na hora correta.
-Protetora: Aquela que acha que seus filhos têm sempre razão, os outros são moleques e estão sempre causando danos aos seus.
-Agressiva: Aquela que briga e discute com seus filhos na frente dos outros às vezes humilhando-os, não espera para dar as punições com equilíbrio.
-Equilibrada: Aquela que julga as ações com calma e pune rigorosamente pelos fatos acontecidos.
-Religiosa: Aquela que quer transmitir a sua fé a seus filhos, independente de suas escolhas.
-Mãe-Avó :Aquela que age como uma avó. Da sempre razão aos filhos e volta os problemas para as outras crianças. Não aceita nenhum tipo de repressão aos filhos.
Estes são alguns tipos que lembrei. Em minha longa atividade de atendimento aos pais na Escola fui mapeando os tipos para poder ajudá-las a agir melhor com seus filhos. Tornar um filho autônomo e inteligente é uma tarefa que tem que ser compartilhada entre a escola e a família. Veja se você se encaixa ou se combina com vários tipos. Se você se vir com outro perfil mande me dizer. Faca seu comentário.
Beta
Sem um lastro de conhecimento que permita uma análise mais aprofundada, normalmente as mães (ou responsáveis) escolhem geralmente escolas que tem um nível de exigência muito grande. Mas para onde aponta esse nível de exigência? Invariavelmente em aquisição de enormes volumes de conteúdos, que se fazem da vida de qualquer pessoa um inferno, por outro lado não acrescentam nada em termos de desenvolvimento da inteligência – elemento fundamental hoje e daqui para frente. Normalmente a criança é “afogada” em uma enorme quantidade de exercícios, a grande maioria voltada para a “fixação” de elementos que não terão qualquer utilidade futura. Há uma sensação geral de que “aprender é sofrer” e isso é uma falácia montada ao longo do tempo, e aceita até os dias de hoje. Na nossa sociedade, trabalho ainda é dor! Ou seja, a grande maioria das pessoas trabalha em coisas que não gostaria, razão pela qual são tão valorizados os feriados, finais de semana, “happy hours” e outros subterfúgios para criar um intervalo entre os momentos de sofrimento e a vida como ela deveria ser, no entendimento de quem pensa assim. Escola ser local de sofrimento não é uma coisa difícil de incorporar para as pessoas que sofrem trabalhando. Tudo está dentro do mesmo balaio. Mas não precisa ser assim. Aliás, por tudo o que sabemos nos dias de hoje, não pode ser assim!
Lastimável é não haver um “Curso para ser Mãe” ou um “Curso para Escolher a Escola de seu Filho”. E é fundamental entender o processo como um todo para poder desenvolver as competências necessárias para fazer as escolhas adequadas. Ser mãe, hoje, é coisa para profissional, e dos bons. Dá para bater ponto e cumprir tabela, mas o preço a pagar é muito alto se não formos a fundo na questão fundamental: em que mundo estarão vivendo nossos filhos e o que eles vão precisar saber por lá. Meu pai, o professor Lauro de Oliveira Lima, acha que uma coisa que toda mãe deveria fazer seria ler Ficção Científica para entender o que poderá estar acontecendo num futuro ignorado mas previsível e até projetável em algumas circunstâncias. Isso porque todas as coisas que já conhecemos, e nas quais acreditamos piamente por reforço constante, não servirão para formar as gerações que estão se deparando com o desafio de viver num mundo completamente diferente em sua base.
Isso porque aquilo que foi por muito tempo “fixado” (palavra que sempre me lembra o ato de pregar alguma coisa na mente de alguém, usando ferramentas medievais) na mente das crianças e adolescentes, será tarefa de grandes bancos de dados relacionais, integrados em nuvem (cloud computing) e acessáveis de qualquer lugar, a qualquer tempo, por gadgets cada vez mais reduzidos e portáteis. Os dados estarão disponíveis. A habilidade de acessá-los vai ser importante e a de utilizá-los, vital. Na cabeça, haverá lugar para a inteligência e criatividade. Esses dois elementos, associados ao desenvolvimento da moral do indivíduo, darão condições de sobrevivência num mundo que ainda não fazemos idéia de como será. Imagine seu filho hoje, com 5 anos e o coloque vinte anos a frente. Será um adolescente, caminhando para a fase adulta, e precisará estar apto a corresponder às demandas. O que você vai colocar na mochila dele? Todas as informações sobre quais são os afluentes do Rio Amazonas? A Tabela Periódica dos Elementos decorada? Os Lusíadas, na ponta da língua para ser declamado quando solicitarem?
Uma coisa interessante de se observar é que a mãe, em muitos casos, escolhe a maneira de educar considerando seu perfil pessoal bem como suas crenças e valores e não os do filho. Não funciona. Cada indivíduo tem suas peculiaridades, mas como explicar isso? Há ainda uma forte tendência de se considerar genética nesses casos, o que já se mostrou pouco eficaz. Na verdade o perfil de mãe precisa ser mais bem estudado por todos, e se você é mãe precisa definir qual é o seu e se deseja mudá-lo. Isso vai ajudar bastante na interação, pelo reconhecimento de suas características. Existem muitos perfis, e abaixo você pode verificar em qual você se encaixa:
- Exigente: Aquela que determina um padrão e não cede mesmo que esteja vendo que não e possível cumprir as metas.
-Indulgente: Aquela que cede a todas as vontades de seus filhos mesmo não concordando inteiramente com o que esta acontecendo.
-Resistente: Aquela que resiste bastante a ceder, tem princípios e mesmo a criança sendo prejudicada não muda de opinião.
-Rendida: Aquela que mesmo achando que não esta muito certa, faz o que os filhos querem mesmo sentindo-se prejudicada. E capaz de comprar objetos que terá dificuldades de pagar.
-Habilidosa: Aquela que faz concessões, mas leva os filhos onde ela quer. Acha que deve convencê-los em vez de dar uma ordem direta.
-Guerreira: Aquela que luta de todas as formas para atender os desejos de seus filhos. Mesmo com sacrifícios da família.
-Amorosa: Aquela que acha que tudo ela resolve com carinho e que as coisas ficam bem se ela for afetiva com os filhos.
-Negligente: Aquela que diz e não cumpre, deixa os filhos esperando e não chega nunca. Não fica preocupada com que os filhos pensam sobre ela.
-Perfeita: Aquela que sabe todos os padrões e não quer que nada saia de seu domínio.
-Adolescente: Aquela que abandona, troca-se com os filhos, quer estar vestida e com a programação deles. O “não” nunca esta na hora correta.
-Protetora: Aquela que acha que seus filhos têm sempre razão, os outros são moleques e estão sempre causando danos aos seus.
-Agressiva: Aquela que briga e discute com seus filhos na frente dos outros às vezes humilhando-os, não espera para dar as punições com equilíbrio.
-Equilibrada: Aquela que julga as ações com calma e pune rigorosamente pelos fatos acontecidos.
-Religiosa: Aquela que quer transmitir a sua fé a seus filhos, independente de suas escolhas.
-Mãe-Avó :Aquela que age como uma avó. Da sempre razão aos filhos e volta os problemas para as outras crianças. Não aceita nenhum tipo de repressão aos filhos.
Estes são alguns tipos que lembrei. Em minha longa atividade de atendimento aos pais na Escola fui mapeando os tipos para poder ajudá-las a agir melhor com seus filhos. Tornar um filho autônomo e inteligente é uma tarefa que tem que ser compartilhada entre a escola e a família. Veja se você se encaixa ou se combina com vários tipos. Se você se vir com outro perfil mande me dizer. Faca seu comentário.
Beta
sábado, 8 de janeiro de 2011
Chegou a Hora H
Chegou a hora.
Nosso Ministro da Educação, Fernando Haddad, vai conversar com a Presidente e expor um plano de educação. Vamos alertar ao ministro para coisas que talvez não estejam sendo pensadas e precisam ser revistas.
1) Década do Professor – Fantástico, e já era hora. Mas vamos aqui dar uma contribuição sobre o que fazer. Não adianta fazer uma prova nacional. Já sabemos que os professores estão fracos e que a formação deixa a desejar. Vamos incrementar o treinamento. Só pode começar a trabalhar com crianças e adolescentes quem passar por um curso de reciclagem de 2 meses (intensivo). Programa feito pelas maiores cabeças do país e disponibilizado para que a categoria profissional possa definir o que será estudado. Estudo básico de pedagogia. É fundamental aprender a dar aula usando Dinâmica de Grupo, por ser o que existe de mais avançado em termos de técnica de trabalho. Vamos fazê-los dar aulas, filmar e promover uma grande troca de experiências pelo país afora. Do Amazonas ao Rio Grande do Sul cada professor poderá ver seus colegas treinando, o que serve para a grande “tomada de consciência” do que está sendo realizado.
2) Ensino Médio em tempo integral – Vamos pensar: teremos um problema de evasão escolar nessa fase, já que os alunos já estarão preocupados com o trabalho e as famílias que procuram as escolas publicas tem esta demanda, devido questões economicas. Temos que pensar com clareza que o horário integral deverá estar voltado para as séries preliminares do ensino fundamental. Por que não colocar o ensino profissionalizante dentro da carga horária já existente? É totalmente viável a redistribuição de horário para esta atividade.
3) Como atrair os melhores para a educação? O Ministro não respondeu e precisamos de uma colocação objetiva. Temos que pagar melhor é claro! Mas não é só. Precisamos dar condições de trabalho para que os professores possam ter uma dedicação objetiva. Não deixar ficar algo massificado. O professor deve ser visto como único e formador de opinião. Confiar na formação que deve ser dada a eles e retribuir, através de uma biblioteca básica da área em todas as escolas, para promover leituras.
4) Prova Nacional – Pode ser feita como uma forma de dar a largada para o aperfeiçoamento, mas deve ser mais rápido. Por que perder um ano (2012)? Vamos à luta, porque não temos tempo a perder. Um ano na vida dos adultos equivale a 3/4 anos na vida das crianças. Vamos iniciar pequenos projetos em cada escola. Vamos eleger os diretores, fazer grupos de estudo com professores coordenadores de cada área dentro das escolas. Vamos levar os pais a contribuírem com suas experiências– conhecer e serem conhecidos pelos educadores de seus filhos.
5) Vamos começar a redigir manuais de instrução para os professores. Lá eles teriam, além do conteúdo para cada nível, as atividades que obrigatoriamente devem ver colocadas para os alunos em todas as fases do desenvolvimento.
Este é um breve apelo de uma Professora que vem fazendo escola a mais de 40 anos e acha que está na hora de todos darem sua contribuição para que nosso pais possa enfrentar as adversidades que virão inevitavelmente, se continuarmos a nos desenvolver sem infra-estrutura educacional.
Ana Elisabeth Oliveira Lima
Nosso Ministro da Educação, Fernando Haddad, vai conversar com a Presidente e expor um plano de educação. Vamos alertar ao ministro para coisas que talvez não estejam sendo pensadas e precisam ser revistas.
1) Década do Professor – Fantástico, e já era hora. Mas vamos aqui dar uma contribuição sobre o que fazer. Não adianta fazer uma prova nacional. Já sabemos que os professores estão fracos e que a formação deixa a desejar. Vamos incrementar o treinamento. Só pode começar a trabalhar com crianças e adolescentes quem passar por um curso de reciclagem de 2 meses (intensivo). Programa feito pelas maiores cabeças do país e disponibilizado para que a categoria profissional possa definir o que será estudado. Estudo básico de pedagogia. É fundamental aprender a dar aula usando Dinâmica de Grupo, por ser o que existe de mais avançado em termos de técnica de trabalho. Vamos fazê-los dar aulas, filmar e promover uma grande troca de experiências pelo país afora. Do Amazonas ao Rio Grande do Sul cada professor poderá ver seus colegas treinando, o que serve para a grande “tomada de consciência” do que está sendo realizado.
2) Ensino Médio em tempo integral – Vamos pensar: teremos um problema de evasão escolar nessa fase, já que os alunos já estarão preocupados com o trabalho e as famílias que procuram as escolas publicas tem esta demanda, devido questões economicas. Temos que pensar com clareza que o horário integral deverá estar voltado para as séries preliminares do ensino fundamental. Por que não colocar o ensino profissionalizante dentro da carga horária já existente? É totalmente viável a redistribuição de horário para esta atividade.
3) Como atrair os melhores para a educação? O Ministro não respondeu e precisamos de uma colocação objetiva. Temos que pagar melhor é claro! Mas não é só. Precisamos dar condições de trabalho para que os professores possam ter uma dedicação objetiva. Não deixar ficar algo massificado. O professor deve ser visto como único e formador de opinião. Confiar na formação que deve ser dada a eles e retribuir, através de uma biblioteca básica da área em todas as escolas, para promover leituras.
4) Prova Nacional – Pode ser feita como uma forma de dar a largada para o aperfeiçoamento, mas deve ser mais rápido. Por que perder um ano (2012)? Vamos à luta, porque não temos tempo a perder. Um ano na vida dos adultos equivale a 3/4 anos na vida das crianças. Vamos iniciar pequenos projetos em cada escola. Vamos eleger os diretores, fazer grupos de estudo com professores coordenadores de cada área dentro das escolas. Vamos levar os pais a contribuírem com suas experiências– conhecer e serem conhecidos pelos educadores de seus filhos.
5) Vamos começar a redigir manuais de instrução para os professores. Lá eles teriam, além do conteúdo para cada nível, as atividades que obrigatoriamente devem ver colocadas para os alunos em todas as fases do desenvolvimento.
Este é um breve apelo de uma Professora que vem fazendo escola a mais de 40 anos e acha que está na hora de todos darem sua contribuição para que nosso pais possa enfrentar as adversidades que virão inevitavelmente, se continuarmos a nos desenvolver sem infra-estrutura educacional.
Ana Elisabeth Oliveira Lima
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