Muito se tem falado sobre “revolução tecnológica” associada a Educação. Inegável a contribuição, mas não decisiva. E, mais ainda, a introdução do computador nas escolas não garante a aprendizagem tão apregoada – e estamos falando dos níveis básicos de aprendizagem.
A primeira grande revolução no processo educacional, foi a escola propriamente dita, que surgir a mais de 2 mil anos atrás, e evoluiu pouco até nossos dias, por incrível que pareça. Alguns teóricos consideram que a segunda grande revolução foi o Livro, a partir daquilo que se tornou possível a partir do que foi realizado por Gutenberg e seu tipo móvel. A terceira grande revolução seriam as tecnologias digitais, mas isso até agora não esta bem explicado e continua sendo discutido na medida em que aprendizagem não é uma mera exposição de conteúdo. Há todo um caminho a ser seguido para que o indivíduo passe do sincrético, pelo analítico para o sintético.
Computadores, como as máquinas de uma forma geral, servem de suporte. Não mudam nada, a não ser a quantidade de informação disponível em tempo real, de forma organizada e pronta para consulta direta ou desdobrada por similitude. Isso é de extrema importância, mas não resolve o problema que é o de um aluno “assistir aula”. Que venham sempre os computadores, mas que se mude a maneira de dar aulas, porque o modelo atual já está vencido, e faz muito tempo.
Não é possível ainda hoje alguém pensar que uma aula expositiva atinge as crianças e adolescentes a ponto de elas, efetivamente, aprenderem algo. E o pior ainda é imaginar que, quando aprende, está desenvolvendo um conhecimento que dificilmente será utilizado algum dia para qualquer coisa de relevante em sua vida. Crises sucessivas vem assolando a instituição “escola” e, no mais das vezes, culpam-se os alunos. Coisas como “são vagabundos”, “não querem estudar”, “na minha época não era assim” são ditas em alto e bom tom para justificar o injustificável, que é exatamente ninguém aguentar, em são consciência, 55 minutos ouvindo alguém falar sem poder emitir opinião a respeito e muito menos gritar que aquilo é uma tortura! Já não é mais uma questão de “tomar providências” se elas forem meramente paliativas. Vamos ter que mexer na estrutura, de alguma maneira.
Numa empresa, quando há uma rejeição a determinado produto por ela produzido, tantos quantos forem os envolvidos entram em uma verdadeira ebulição de ideias, pesquisas, contratação de terceiros para análise do caso. Brainstormings são promovidos. Gente é mandada para todo lado para entender o que está acontecendo... tudo gira em torno da solução daquela questão que pode abalar os alicerces e a credibilidade de uma organização. Com Educação, no entanto, tudo anda na velocidade do pensamento de alguém que, tendo plantado, fica sentado esperando que a chuva caia para a lavoura florescer. E o que está em jogo é muito mais do que credibilidade empresarial ou perdas financeira. O que está para acontecer é um verdadeiro desastre social, cujos efeitos já sentimos de maneira intensa nos nossos dias, e que vamos ver explodir nos nossos colos em algum momento, não muito a frente.
Não vai adiantar dar tablets, notebooks, smarthphones ou o que quer que seja para nossos alunos se eles não estiverem em condições de fazer uso dos mesmos de maneira inteligente. Como bancos de dados portáteis, eles funcionam magistralmente nas mãos das crianças e adolescentes. Mas precisamos fazer com que eles usufruam dessa enorme capacidade de informação, que tem a internet, para realizarem novas sínteses, encontrarem novas soluções, enfim ...
Precisamos mudar a metodologia e o currículo. Aquela segunda revolução, que citei acima – O Livro – ainda não é utilizada adequadamente pelas escolas. Não deveriam ser material de uso individual, mas sim coletivo. A Escola deveria ser uma grande sala de leitura. Uma verdadeira indústria surgiu, a muito tempo atrás, para desmembrar obras na forma de pequenas apostilas feitas por máquinas xerox de vende-las aos alunos. Fragmentos de conhecimento são vendidos e proporcionam experiências quebradas para atender testes pífios. E querer formar uma cultura de inovação desse jeito fica parecendo brincadeira de mal gosto, é claro. Mas é assim que funciona.
Deveríamos tirar o quadro verde ou negro das salas de aula. Aliás, o aperfeiçoamento dessas ferramentas é incrível, na medida em que já existem lousas digitais que imprimem o que foi ali escrito para que possam ser reproduzidos em xerox e distribuídos aos alunos. E eu me pergunto para que!? Se tirarmos do professor a menor possibilidade dele escrever, certamente uma nova maneira de dar aula vai ter que ser utilizada. Mas acho que eles vão deixar que os alunos leiam, discutam, experimentem e aprendam. Professores não deveriam sequer falar em sala de aula. Quem deveria falar são os alunos, na medida em que eles são o motor da história.
Toda tecnologia pode e deve chegar a escola, mas sem a grife de entidade redentora da Educação. Não podemos perder a função fundamental da escola, que é a socialização. Como disse Lauro de Oliveira Lima em vários de seus livros: “O melhor professor de uma criança é outra criança”. Sempre, na história da humanidade, quem acabou de aprender sabe os caminhos, os atalhos e os obstáculos.
A ideia de Educação a Distância (EAD) está calcada em ser mais barata, mas no final das contas, o que se vê são aulas sim, baratas, mas sim, ruins. Já está comprovado que não aprendemos pela percepção pura e simples Aprendemos através da Ação, e não adiantam aulas cenograficamente perfeitas, transmitidas online ou pela televisão para cumprir esse papel. Sem ação, não há aprendizagem. E de nada adianta a alta capacidade de penetração dessa informação nos confins do planeta se os receptores não estiverem preparados para o melhor uso que possam fazer da mesma.
Uma escola não pode ser um repositório de corpos durante algumas horas por dia. Sim, porque a essência de nossos alunos não está ali, mas onde quer que sejam mais felizes. Porque não tornar a escola o lugar da felicidade? Nossos jovens estão dormindo em sala de aula porque fora dela, tudo é cor, ação, movimento, desafio, curiosidade... e na escola... o de sempre!
E se o prêmio por tanta dor é um diploma, fica tudo ainda mais sem sentido. Para os pequeninos, não faz a menor diferença. Para os adolescentes, tudo parece muito distante. Vida é aquilo que está acontecendo agora, e o que está acontecendo agora, não é vida.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Linguas... quantas são realmente necessárias?
Fico intrigada quando
encontro em uma revista de grande circulação um artigo sobre um adolescente que
fala 23 línguas. Será que é necessário? Acho que se a mídia da importância porque os pais devem achar isso o máximo.
Qual a importância
real disso? As crianças num mundo globalizado devem falar algumas línguas, mas
23??? Para que? O grande problema é que, em nossa sociedade, o valor está no
quantitativo e não no qualitativo. A quantidade não faz a diferença como se
pensa. Deixe a criança precisar para que tenha um aprendizado prazeroso. Só
aprendemos aquilo para o qual temos esquema. Precisa haver uma necessidade.
Apresentar situações diversas as crianças através de livros, filmes e deixar
que ela perceba as línguas e sinta vontade de compreendê-las. As crianças, as
vezes, passam anos e anos em cursos e de lá saem sem saber a língua que estava
sendo ensinada, e em uma viagem rápida, aprendem o que não conseguiriam em
anos. Aprender uma nova língua pode ser uma grande diversão.
Não devemos esquecer
que existem metodologias para aprender uma nova língua. Uma forma simples é
observar como um bebe aprende a falar. Não devemos estar preocupados
inicialmente com a representação. Lembrando que uma criança fala aos dois anos
mais ou menos e somente aprende a ler e escrever quatro anos depois.
Vemos que as
metodologias das línguas fazem tudo ao mesmo tempo, pois estão baseados na
idade cronológica das crianças e não na nova estrutura que se apresenta.
Devemos ensinar as
línguas psicogeneticamente.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Matemática: dever da escola, na escola
Nunca é demais voltar ao tema “dever de casa” para que pais e professores sejam alertados de que essa atividade é lúdica, visando tão somente a “presença da escola” entre as crianças e jovens, durante o período em que permanecem em casa. Não se presta para ensinar nada, porque ensinar é papel que a escola desempenha.
Numa longa reportagem do jornal O GLOBO (29 de agosto de 2011), é sugerido que as crianças não aprendem a matemática porque seus pais não os ajudam a fazer o dever de casa, chegando a dizer que: “lição de matemática tem que incluir pai e filho”. Ao contrário!!!! Lição de matemática tem que ser feita na escola! Isso porque os pais, na maioria das vezes, não têm formação adequada para essa tarefa. A missão dos pais é criar o ambiente de estudo, material e tempo para que seus filhos realizem as tarefas. Não cabe a eles saber ensinar. O que não entendo é essa tentativa de transferência para os pais de uma obrigação específica da escola. Acredito que é porque os professores, não sabendo matemática, ficam impedidos de apresentar aos seus alunos o fantástico universo dessa matéria.
Sim, porque a vida É matemática. Tudo o que pensamos é matemática, e as escolas só têm que ensinar realmente isso: PENSAR
Na experiência prática de direção de escolas, observo que a maioria dos professores não conhece os materiais básicos para o ensino da matemática e ficam centrados no lápis e papel. No entanto latas, pedras, caixas, folhas etc. podem ser usados. Não é preciso usar materiais formais e estruturados apenas. Os professores precisam ser mais bem treinados, porque deles parte a ação direta do ensino da matéria. Para os pais, a orientação deve ser geral sobre o ato de educar, não havendo necessidade de se desenvolver em uma matéria específica. Na prática, o pai deve conversar, ver filmes, jogar e passear com seus filhos. As tarefas de casa acabam sendo altamente desgastante para eles.
Tarefas para serem feitas em casa são recomendáveis, mas devem ser estruturadas para que os jovens possam realizar a atividade sem acompanhante. Nesse momento, precisamos trabalhar a independitização deles. Por que culpar as famílias por algo que é responsabilidade absoluta da escola? Reforço aqui que não é responsabilidade das famílias ensinar, e por isso chamo a atenção para que sejam responsabilizados aqueles a quem é dada a missão.
Quando centramos o ensino de matemática nos algoritmos em vez de centrar no nível de desenvolvimento da criança, certamente não obtemos resultados adequados ou minimamente desejáveis de aprendizado. Se a criança não conservou o comprimento, não entenderá as medidas. Se não conservou o peso, não há como aprender como medi-lo. Volume então, nem pensar. E Piaget já deu todos esses indicadores para os educadores, através de avaliações simples que cada professor poderia fazer em sua sala de aula. Depois de ver o nível de compreensão de seus alunos, proporia situações problemas baseadas nisso. E aí sim, estaria cumprindo sua missão maior.
O problema é ainda termos professores de matemática defendendo o ensino da tabuada... Mantendo-se perigosamente arraigados a um mudo que já passou. E passou há muito tempo! Entendam professores, que já estamos trabalhando com alunos das gerações X, Y, XY e em breve Alpha. Nativos digitais, que vão viver em mundo totalmente diferente.
Abaixo, alguns materiais que podem tornar o ensino de matemática algo muito mais interessante para jovens e crianças. Vamos discutir mais sobre eles.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Aluno: um astronauta de velocípede
Para muitos profissionais, mudar de equipamento de trabalho pode ser muito difícil, mas para alguns, mudar o conceito de uso de equipamentos pode ser quase impossível, porque o salto do machado para a serra a laser passa a ser incompreensível, embora o resultado final seja madeira cortada.
E a grande pergunta é como resolver a questão da introdução do computador na escola. Há uma tendência a encarar isso como um enigma. Ainda não se chegou a uma conclusão sobre como utilizá-los, e no mais das vezes repete-se a questão de tentar utilizar os computadores para reproduzir aulas tradicionais, o que não gera qualquer resultado. Computadores podem ser grandes aliados dos professores, desde que utilizados como apoio ao desenvolvimento mental dos alunos, fornecedores dos dados que serão trabalhados, ferramentas de suporte a solução de problemas e desenvolvimento de projetos. Ou podem ser um instrumento de tortura para crianças e adolescentes que tenham que repetir as mesmas ações enfadonhas numa janela que dispara o usuário a um mundo fantástico, e à velocidade da luz.
Se utilizado em sua real função – armazenagem e disponibilidade integrada de informações – disponibiliza os dados que podem então ser processados pelo professor e seus alunos, economizando um tempo enorme na busca e aumentando o campo de acesso a informação. Computador, como a calculadora, não é material didático em si, e isso precisa ser entendido. Ele é equipamento, ferramenta, ou seja lá o nome que se queira dar. E isso vale também para o EAD (Ensino a Distância), que comete o pecado original no momento em que reproduz, tal e qual, uma aula tradicional num ambiente digital. Isso potencializa o péssimo em termos pedagógicos.
Lauro de Oliveira Lima disse em seu livro Mutações em educação segundo Mcluhan : “AS ESCOLAS ESFORÇAM-SE PARA SUSTAR A EVOLUÇÃO – A PRÓPRIA ESSÊNCIA DA VIDA. MAS A VIDA SE REBELA E TERMINA ENCONTRANDO MEIO DE FICAR FIEL A BIOGÊNESE, A PSICOGÊNESE E A SOCIOGÊNESE. CADA CRIANCA QUE NASCE INICIA NOVA HUMANIDADE.”
Todos que lidam com informática sabem que não e possível utilizá-la como os professores pensam. Nossos professores não chegaram nem a “galáxia de Gutenberg”, que é utilizar o livro como um instrumento, quanto mais utilizar o computador. Eles não sabem ainda para que servem essas máquinas. Ficam muito irritados com seus alunos que acham que o computador é apenas um brinquedo.
Don Tapscott disse: “A inteligência está na rede”... e os professores onde estão? As crianças/adolescentes estão nas redes de relacionamento e as usam como se não houvesse nada a aprender por ali. As escolas não sabem nem o que seus alunos fazem com estes contatos. Quanto mais utilizá-los na aprendizagem.
Precisamos com urgência dizer a nossos alunos como a internet pode ser utilizada para aprender sem torná-la tão chata quanto as escolas. A internet viabiliza a colaboração em massa e, diz Tapscott, “não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”. Coitado de nossos professores, que mal sabem usar um telefone celular, quanto mais se conectarem em rede para fazer uma videoconferência, uma aula onde estes aparelhos venham a ganhar o seu papel como instrumentos de aprendizagem.
Não adianta introduzir tecnologia se não mudar a pedagogia reinante nas salas de aula. É possível ver uma sala de aula com uma lousa interativa e o professor junto a ela dando uma aula expositiva. Quem deveria estar agindo seriam os alunos. Eles usando a lousa trocando informações com seus colegas. É preciso urgentemente formar os professores para o que as crianças/adolescentes já sabem e já vivenciam. Toda a tecnologia devera ser utilizada em grupos, nada de deixar a escola continuar com sua pedagogia da individualidade. Se cada um tiver seu computador, não precisam ir à escola, podem se conectar em suas casas. Logo a escola seria o ambiente rico em interações.
A escola sempre pode usar tecnologias e nunca fez. Porque agora todos estão preocupados com o computador? O livro ainda não atingiu a todos na Escola, e o que adiantaria trocá-lo pelo “tablet”? É a mesma coisa. O que temos que mudar é a forma de “dar” aula. A Dinâmica de Grupo é muito mais revolucionária do que um computador na sala de aula. Os professores é que devem entender que não tem mais conteúdos a oferecer a seus alunos. Esta tudo disponibilizado em rede, nos bancos de dados, em portais, etc. Vamos desenvolver as crianças para que, sozinhos, eles possam buscar o conhecimento.
E urgente a revolução dentro das escolas. Acordem professores e gestores.
E a grande pergunta é como resolver a questão da introdução do computador na escola. Há uma tendência a encarar isso como um enigma. Ainda não se chegou a uma conclusão sobre como utilizá-los, e no mais das vezes repete-se a questão de tentar utilizar os computadores para reproduzir aulas tradicionais, o que não gera qualquer resultado. Computadores podem ser grandes aliados dos professores, desde que utilizados como apoio ao desenvolvimento mental dos alunos, fornecedores dos dados que serão trabalhados, ferramentas de suporte a solução de problemas e desenvolvimento de projetos. Ou podem ser um instrumento de tortura para crianças e adolescentes que tenham que repetir as mesmas ações enfadonhas numa janela que dispara o usuário a um mundo fantástico, e à velocidade da luz.
Se utilizado em sua real função – armazenagem e disponibilidade integrada de informações – disponibiliza os dados que podem então ser processados pelo professor e seus alunos, economizando um tempo enorme na busca e aumentando o campo de acesso a informação. Computador, como a calculadora, não é material didático em si, e isso precisa ser entendido. Ele é equipamento, ferramenta, ou seja lá o nome que se queira dar. E isso vale também para o EAD (Ensino a Distância), que comete o pecado original no momento em que reproduz, tal e qual, uma aula tradicional num ambiente digital. Isso potencializa o péssimo em termos pedagógicos.
Lauro de Oliveira Lima disse em seu livro Mutações em educação segundo Mcluhan : “AS ESCOLAS ESFORÇAM-SE PARA SUSTAR A EVOLUÇÃO – A PRÓPRIA ESSÊNCIA DA VIDA. MAS A VIDA SE REBELA E TERMINA ENCONTRANDO MEIO DE FICAR FIEL A BIOGÊNESE, A PSICOGÊNESE E A SOCIOGÊNESE. CADA CRIANCA QUE NASCE INICIA NOVA HUMANIDADE.”
Todos que lidam com informática sabem que não e possível utilizá-la como os professores pensam. Nossos professores não chegaram nem a “galáxia de Gutenberg”, que é utilizar o livro como um instrumento, quanto mais utilizar o computador. Eles não sabem ainda para que servem essas máquinas. Ficam muito irritados com seus alunos que acham que o computador é apenas um brinquedo.
Don Tapscott disse: “A inteligência está na rede”... e os professores onde estão? As crianças/adolescentes estão nas redes de relacionamento e as usam como se não houvesse nada a aprender por ali. As escolas não sabem nem o que seus alunos fazem com estes contatos. Quanto mais utilizá-los na aprendizagem.
Precisamos com urgência dizer a nossos alunos como a internet pode ser utilizada para aprender sem torná-la tão chata quanto as escolas. A internet viabiliza a colaboração em massa e, diz Tapscott, “não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”. Coitado de nossos professores, que mal sabem usar um telefone celular, quanto mais se conectarem em rede para fazer uma videoconferência, uma aula onde estes aparelhos venham a ganhar o seu papel como instrumentos de aprendizagem.
Não adianta introduzir tecnologia se não mudar a pedagogia reinante nas salas de aula. É possível ver uma sala de aula com uma lousa interativa e o professor junto a ela dando uma aula expositiva. Quem deveria estar agindo seriam os alunos. Eles usando a lousa trocando informações com seus colegas. É preciso urgentemente formar os professores para o que as crianças/adolescentes já sabem e já vivenciam. Toda a tecnologia devera ser utilizada em grupos, nada de deixar a escola continuar com sua pedagogia da individualidade. Se cada um tiver seu computador, não precisam ir à escola, podem se conectar em suas casas. Logo a escola seria o ambiente rico em interações.
A escola sempre pode usar tecnologias e nunca fez. Porque agora todos estão preocupados com o computador? O livro ainda não atingiu a todos na Escola, e o que adiantaria trocá-lo pelo “tablet”? É a mesma coisa. O que temos que mudar é a forma de “dar” aula. A Dinâmica de Grupo é muito mais revolucionária do que um computador na sala de aula. Os professores é que devem entender que não tem mais conteúdos a oferecer a seus alunos. Esta tudo disponibilizado em rede, nos bancos de dados, em portais, etc. Vamos desenvolver as crianças para que, sozinhos, eles possam buscar o conhecimento.
E urgente a revolução dentro das escolas. Acordem professores e gestores.
sábado, 14 de maio de 2011
Educação Digital ou impressão digital...
(veja a matéria do Jornal Nacional, que fala sobre a evasão no ensino médio clicando aqui Jornal Nacional (11 de março 2011)
É mais do que evidente que estamos na Era Digital, mas o curioso é que nossas escolas estão na Idade da Pedra Lascada ainda. Professores continuam DANDO AULA!!! Cuspe e giz. E ainda não ficou claro que os alunos não estão interessados nisso? Que é preciso utilizar novas metodologias para despertar o interesse pela escola? O índice de abandono no Ensino Médio dá bem a proporção que as coisas tomaram. Curiosamente, em todas as atividades humanas nos dias de hoje os clientes são os primeiros consultados ... menos na Educação. Continuamos a impingir às novas gerações coisas que nenhuma empresa no mundo teria a desfaçatez de fazer, porque certamente quebraria em menos de um ano, por mais poderosa que fosse.
E aí vou lendo o que está sendo proposto para trabalhar o digital nas escolas, e não entendo como é que se quer chegar a algum lugar com esse tipo de pensamento. Curiosamente, crianças e adolescente já estão todos em REDE, usando os mais diferentes gadgets para se conectar, conversar, comprar, vender, trocar, etc. Os professores, por outro lado (pesquisa recente) não sabem nem usar, rudimentarmente, o desktop (pasme, isso mesmo, aquele monstrengo que ocupava nossas mesas e inundava nosso espaço de fios!). Num mundo de Ipad, Ipod, MP15, celular com TV Digital, GPS, acesso 3G, WiFi e todo tipo de recurso portátil – para não falar de notebooks e netbooks – ainda tem professor que acha que informática é coisa fora do contexto de sua atividade.
E o que está sendo proposto? O Ministério da Educação insiste em dar computadores aos alunos e professores, criando um padrão de uso a partir de um programa intitulado “Aulas Digitais”. Ora, sem a formação dos docentes, não haverá quem utilize esses equipamentos no trabalho com crianças e adolescentes. Se não há uma metodologia de ponta, para que dispor de equipamentos digitais? O que será feito com esse monte de chips? Primeiro temos que mudar a metodologia de ensino, para depois introduzir a tecnologia em sala de aula. No mundo empresarial, segundo um amigo meu, ter um processo administrativo ruim é um caos, mas informatizar um processo administrativo ruim é ter “um caos à velocidade da luz”. Ou seja, o que era ruim, mas demorava para acontecer, torna-se ruim em fração de segundos. Uma venda mal feita, que podia ser corrigida ao longo do processo, passa a ser uma venda mal feita a cada minuto. O resultado disso é que a empresa quebra muito mais rápidamente quando informatiza processos arcaicos. No caso da Educação, não será diferente. A inutilidade de colocar operadores ineptos para conduzir aulas com equipamentos tecnologicamente avançados continuará sendo o desastre que se apresenta nos vários contextos em que isso acontece.
A necessidade de aplicação de tecnologia não pode ser negada, mas não podemos, ingenuamente, achar que ela, sozinha, é a solução para o nosso tão atrasado sistema educacional. Nosso problema mais grave continua sendo a formação do professor.
Instrumentalizar a escola com equipamentos digitais é caro. Eles precisam ser atualizados com freqüência, até porque são fabricados com a chamada “obsolescência programada”. Quando você acha que está no topo da cadeia, em pouco tempo já caiu. De “high end” para “low end” é um pulo. No entanto, o professor não passa quase nunca por atualizações e permanece como gestor do processo, e ninguém se toca que isso não dá resultado.
Por que será que não se treinam os professores? Imagino que por medo... Se houvesse uma política de mobilização dessa magnitude, seriam feitas mudanças tão radicais que os políticos, penso eu, ficam com medo de testar essa hipótese. Ninguém quer mudar tanto, até porque seria preciso uma alta capacidade de adaptação, de competência inovadora e de coragem. Mas o resultado seria outro, muito melhor do que os apresentados até então.
Computadores encantam a todos, mas não fazem uma revolução metodológica. Revolucionar seria dizer: não ensine nada, porque os conteúdos que você vai passar estarão armazenados nos sistemas de dados e muitos, em pouco tempo, estarão obsoletos. Uma verdadeira arrancada metodológica tem que ser feita com a utilização de Dinâmica de Grupo, para desenvolver o que realmente importa, que é a inteligência e a criatividade das crianças para que elas possam mudar o mundo a partir das informações e equipamentos que terá a disposição. Não podemos querer ainda que a cabeça de uma criança faça a mesma função de um HD de 1 terabyte. Não é para isso que dispomos de tantos recursos mentais. Vamos usar esse enorme potencial do cérebro para que as crianças possam ser criadoras de idéias.
É mais do que evidente que estamos na Era Digital, mas o curioso é que nossas escolas estão na Idade da Pedra Lascada ainda. Professores continuam DANDO AULA!!! Cuspe e giz. E ainda não ficou claro que os alunos não estão interessados nisso? Que é preciso utilizar novas metodologias para despertar o interesse pela escola? O índice de abandono no Ensino Médio dá bem a proporção que as coisas tomaram. Curiosamente, em todas as atividades humanas nos dias de hoje os clientes são os primeiros consultados ... menos na Educação. Continuamos a impingir às novas gerações coisas que nenhuma empresa no mundo teria a desfaçatez de fazer, porque certamente quebraria em menos de um ano, por mais poderosa que fosse.
E aí vou lendo o que está sendo proposto para trabalhar o digital nas escolas, e não entendo como é que se quer chegar a algum lugar com esse tipo de pensamento. Curiosamente, crianças e adolescente já estão todos em REDE, usando os mais diferentes gadgets para se conectar, conversar, comprar, vender, trocar, etc. Os professores, por outro lado (pesquisa recente) não sabem nem usar, rudimentarmente, o desktop (pasme, isso mesmo, aquele monstrengo que ocupava nossas mesas e inundava nosso espaço de fios!). Num mundo de Ipad, Ipod, MP15, celular com TV Digital, GPS, acesso 3G, WiFi e todo tipo de recurso portátil – para não falar de notebooks e netbooks – ainda tem professor que acha que informática é coisa fora do contexto de sua atividade.
E o que está sendo proposto? O Ministério da Educação insiste em dar computadores aos alunos e professores, criando um padrão de uso a partir de um programa intitulado “Aulas Digitais”. Ora, sem a formação dos docentes, não haverá quem utilize esses equipamentos no trabalho com crianças e adolescentes. Se não há uma metodologia de ponta, para que dispor de equipamentos digitais? O que será feito com esse monte de chips? Primeiro temos que mudar a metodologia de ensino, para depois introduzir a tecnologia em sala de aula. No mundo empresarial, segundo um amigo meu, ter um processo administrativo ruim é um caos, mas informatizar um processo administrativo ruim é ter “um caos à velocidade da luz”. Ou seja, o que era ruim, mas demorava para acontecer, torna-se ruim em fração de segundos. Uma venda mal feita, que podia ser corrigida ao longo do processo, passa a ser uma venda mal feita a cada minuto. O resultado disso é que a empresa quebra muito mais rápidamente quando informatiza processos arcaicos. No caso da Educação, não será diferente. A inutilidade de colocar operadores ineptos para conduzir aulas com equipamentos tecnologicamente avançados continuará sendo o desastre que se apresenta nos vários contextos em que isso acontece.
A necessidade de aplicação de tecnologia não pode ser negada, mas não podemos, ingenuamente, achar que ela, sozinha, é a solução para o nosso tão atrasado sistema educacional. Nosso problema mais grave continua sendo a formação do professor.
Instrumentalizar a escola com equipamentos digitais é caro. Eles precisam ser atualizados com freqüência, até porque são fabricados com a chamada “obsolescência programada”. Quando você acha que está no topo da cadeia, em pouco tempo já caiu. De “high end” para “low end” é um pulo. No entanto, o professor não passa quase nunca por atualizações e permanece como gestor do processo, e ninguém se toca que isso não dá resultado.
Por que será que não se treinam os professores? Imagino que por medo... Se houvesse uma política de mobilização dessa magnitude, seriam feitas mudanças tão radicais que os políticos, penso eu, ficam com medo de testar essa hipótese. Ninguém quer mudar tanto, até porque seria preciso uma alta capacidade de adaptação, de competência inovadora e de coragem. Mas o resultado seria outro, muito melhor do que os apresentados até então.
Computadores encantam a todos, mas não fazem uma revolução metodológica. Revolucionar seria dizer: não ensine nada, porque os conteúdos que você vai passar estarão armazenados nos sistemas de dados e muitos, em pouco tempo, estarão obsoletos. Uma verdadeira arrancada metodológica tem que ser feita com a utilização de Dinâmica de Grupo, para desenvolver o que realmente importa, que é a inteligência e a criatividade das crianças para que elas possam mudar o mundo a partir das informações e equipamentos que terá a disposição. Não podemos querer ainda que a cabeça de uma criança faça a mesma função de um HD de 1 terabyte. Não é para isso que dispomos de tantos recursos mentais. Vamos usar esse enorme potencial do cérebro para que as crianças possam ser criadoras de idéias.
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