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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ler Histórias para Crianças

Até quando? Sempre! Não termina nunca. Devemos sempre ler histórias para as crianças e adolescentes. O que vai variar são os temas e a complexidade das histórias.
Esse é um tempo de afeto onde os pais estão próximos de suas crianças. Será que conseguiremos tempo para contar o mundo todo às crianças? Escolha os livros e vá    contando-os gradativamente. Faça um programa de leitura e suas crianças vão lhe agradecer. Escolha livros adequados para a idade da criança e veja a possibilidade de abordar o desenvolvimento moral através dos mesmos.
Faça perguntas depois da leitura mas não as transforme num interrogatório e também faça os seus comentários. Não espere da criança a compreensão total do que foi lido. A mensagem será compreendida aos poucos. Crie um horário permanente para a leitura. Deixe as crianças a vontade para perguntar e não as canse. Elas não têm o mesmo tempo que o adulto. As crianças têm um tempo de concentração de mais ou menos 10/15 minutos até os 7/8 anos. Depois você pode ficar um pouco mais. Termine a leitura quando a criança ainda está interessada. Fantasie bastante o que está lendo até essa idade. Após os 7/8 anos as histórias devem estar ligadas ao medo, ao mistério e na adolescência aos romances. Não esqueça que os clássicos são sempre uma boa pedida. Faça uma lista do que quer que seu filho conheça e assim terá o seu guia.
Lembre-se que tudo depende de um hábito e se você criou esse hábito na infância terá os frutos na adolescência.
Sejam pais contadores de história. Vejam se as escolas têm esta preocupação. O pensamento simbólico vai depender dessas histórias. Ampliem o mundo de suas crianças. Não deixem passar nenhum dia sem contar uma história. O desenvolvimento da inteligência de sua criança vai agradecer.

A pergunta frequente é: Que livros escolher? A literatura universal está toda a sua disposição. A literatura brasileira oferece muitas coisas maravilhosas. Para o início tudo que tenha ação, depois dos dois anos, para os simbólicos, a magia, depois os mistérios, o terror também e    bem-vindo. Sinta o interesse das suas crianças. Não fique muito tempo. Não esqueça de Monteiro Lobato!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Fazendo seu filho gostar de estudar

Gostar de estudar é um hábito que tem que ser construído...


ESTUDAR! palavra sinistra para muitos quando devia ser um prazer. Como é que a coisa foi chegar nesse ponto não é mesmo? E são gerações achando uma coisa horrível a obrigatoriedade de estudar, pelos mais diversos motivos, mas sempre conduzindo as coisas para a impressão de que “ser descolado” é não estudar, fugir do estudo ... Assim a coisa complica, mas podemos agir no sentido oposto também e, quem sabe, no futuro, a coisa muda. E precisa mudar, senão o futuro vai ser bem complicado numa sociedade do conhecimento que evolui de maneira impressionante a cada dia.

Mas, como fazer para seu filho estudar, gostando disso? Não estamos aqui falando em fazer o “dever de casa”, mas sim ESTUDAR mesmo. Dever de casa geralmente é uma coisa maçante, uma continuação do que foi visto na escola e que não desperta o necessário interesse, sendo realmente uma “obrigação”, das piores. Para começar a estimular crianças e adolescentes a estudar, crie um ambiente propício, com material para esse fim, e monte um horário determinado e fixo, para que tudo aconteça de verdade. Não fique junto de seu filho, fazendo a tarefa com ele. Deixe que eles façam aquilo que conseguem, e o que ficar faltando tem que ser visto pela escola, que deverá verificar a sequência do desenvolvimento para poder preencher as lacunas existentes, caso hajam. A escola é a responsável pela aprendizagem, e cabe a ela criar a motivação.

Mesa, lápis, canetas, tinta, tesoura, revistas, jornais e livros alem do computador podem ser facilitadores desta atividade. Veja sempre no final do dia o que eles realizaram, não para cobra, mas para mostrar o interesse que você tem pelo que ele esta aprendendo na escola. Você sabe quais os conhecimentos que serão desenvolvidos neste ano escolar? Pergunte para estar atualizado na hora de conversar com seu filho. Comente os assuntos com noticias do dia a dia, faça comparações. Não seja “didático”, porque é muito chato quando os pais tentam ensinar, parecendo que não estão nem ai. Fale quando necessário, diretamente sobre o assunto em questão. Se você não souber, pergunte a ele, mas verdadeiramente. As crianças ficam muito irritadas quando os adultos fazem de conta que não sabem para que elas pareçam sabidas. As crianças tem muito mais consciência do que os adultos que o cercam acham. Eles notam perfeitamente quando estão sendo enganados.

Crie o habito de estudar e promova diariamente um pequeno horário para aprender coisas que não estão diretamente ligadas ao programa da escola, porque aí sim, a criança vai buscar conhecimento que diretamente ligados ao seu interesse. Assinar revistas, fazer coleções, comprar livros de interesse da criança vão ser um indicativo do que ela pode estudar. Os livros não precisam ser só de literatura, podem ser de conhecimentos específicos como: sol, lua, naves espaciais, terra, dinossauros, planetas, arvores, fenômenos, desertos, descobertas, invenções, cidades, etc... Não fique preocupado em dar assuntos. No inicio, são  temas genéricos e aos poucos vão se especializando e trocando de assunto ate ficarem generalistas. Mostre a eles apenas os caminhos dando subsídios para o estudo. Alguns programas na televisão ou mesmo pesquisa no computador podem ser elementos disparadores.

Entenda que criar um hábito leva tempo e precisa de ritmo. Não acontece do dia para a noite. Elogie e mostre a ele que esta interessado naquilo que ele  estuda.  Mostre tudo que esta acontecendo no mundo relacionado ao que ele escolheu para estudar. Coloque um mural no quarto dele ou em um corredor da casa para ele fixar noticias e fotos do que esta estudando. Todos da família deve saber do interesse dele. Não deixe de ter um quadro verde ou branco no quarto para que ele possa escrever ou fazer anotações. Sugira também um caderno de memórias intelectuais onde ele poderá anotar ou colar recortes de tudo que ele desejar sem correções ou interferência dos adultos.

Lembre que estudar é muito bom e todos podem ser estudiosos, bastando para isso  que a família crie o ambiente favorável. Não deixe a criança criar o modelo mental de que só se estuda aquilo que é imposto, porque isso engessa sua percepção do mundo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quando os bebês lêem




Criar o habito de leitura deve ser papel da Escola e da família. A preocupação deve ser constante. E a escolha dos livros e revistas permanente. Crie o habito de presentear seus filhos com livros. Aprenda a escolher de forma a agradá-lo. Você deve manter livros sempre à mão das crianças. Em cada etapa do desenvolvimento os livros têm uma característica especifica, e por isso conhecer o nível de desenvolvimento é tão importante para saber quais os interesses das crianças e adolescentes. Não tenha preconceito para escolher os livros que vai utilizar para isso. Não é necessário ser grande, muito colorido ou com figuras muito bonitas. Vamos dar indicação do nível das crianças para que você saiba quais são os melhores a serem escolhidos e não deixe de levar as crianças e jovens as feiras de livros e livrarias, lembrando sempre que é um investimento e não um gasto. Compare sempre com brinquedos às vezes muito mais caros e que não tem a durabilidade de um livro.
Não fique preocupado com a indicação feita no livro pela idade. Não é porque tem pouco texto que e compreensível. O fato de ser tradicionalmente colocado como infantil não o torna mais simples de ser compreendido.
Peguei na mídia algumas indicações de livros que não estão corretas de acordo com o nível mental das crianças, baseado nas teorias de Piaget, e quero explicar os erros por eles cometidos na indicação segundo nosso ponto de vista. Os livros têm nível e precisam ser adequados a idade mental das crianças. Às vezes os escritores não sabem para que nível especificamente estão escrevendo, mas os educadores devem classificar, para que haja o interesse das crianças. Os temas, a seqüência lógica e os enredos atendem sempre a um determinado nível. 
Sensório-motor: (do nascimento ate cerca de 2 a 6meses)- A crianças não  entendem nada de  seqüência nem enredo. Pense então em livros com gravuras simples e você vai contar a elas a historia daquela figura sem a preocupação do que vem depois. Use os verbos e substantivos, pois a criança vai querer realmente fazer as ações e para isso precisa formar vocabulário.  Neste período, a imitação é direta, logo não conte historia estaticamente. Ande, fale e mexa as mãos, braços. Quanto mais expressões mais atenção terá das crianças nesta fase. A historia estará bem ligada ao afeto de quem a esta contando e o livro serve apenas como apoio. Todos os sentidos devem ser explorados (visão, audição, cinestesico, pressão, tato, olfato, sensação térmica etc... – temos 22 sentidos).
Livros interessantes:
1.    Quem faz o que?
2.    O que sei fazer
3.    Elmer e o tempo
4.    Toque e Sinta Animais
5.    Leo, o leão
São sugestões que vão despertar interesse nas crianças do período  Sensório- motor, não deixem de produzir sons, e muitos movimentos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Leitura: O maior Programa Educacional


Todas as atividades escolares podem estar voltadas para a leitura. Os professores têm que entender que a imprensa já foi inventada e que agora são os livros e textos que devem circular em suas salas de aula e não mais sua fala, como os antigos professores na Grécia.
A leitura deve permear todas as disciplinas e não ficar restrita ao estudo da língua. Os professores devem conhecer o nível de desenvolvimento de seus alunos para poder propor os livros a serem lidos. O grande programa que as escolas devem desenvolver é o da leitura. Nada deve estar fora dela.
Nossa proposta na “Chave do Tamanho” é as crianças começarem a ler. Isso antecede aquele processo tradicional do aprendizado por meio de suas famílias. Os pais tem como tarefa contar pelo menos um livro por semana para seus filhos. Estes livros fazem parte da biblioteca do recanto (sala de aula) e vão passar por todos daquela turma. Serão discutidos através de fichas simples inicialmente,  em complexidade crescente.
Todos os livros devem ser selecionados de acordo com o nível das crianças. Em cada etapa do desenvolvimento, as crianças gostam de um tipo de literatura e este nível deve ser rigorosamente respeitado. As crianças, por exemplo, antes dos 9 anos mais ou menos, não entendem os livros de mistério. Livros com muitos personagens não são compreendidos pelas crianças de 5 anos, pois eles centram em um só personagem. Assim, temos características para todos os níveis.
Os professores devem estar preocupados (todos) com as leituras que seus alunos estão fazendo.
Nosso programa de leitura tem ainda um livro geral que todo o grupo deve ler durante o semestre ou o ano dependendo da idade ou do tamanho do livro. Damos o nome de livro do recanto (turma), que em nossa escola são  livros de Monteiro Lobato, que vão sendo lidos  por nossos alunos ao longo de seu desenvolvimento. Ao final do curso fundamental, leram toda a coleção. Esta leitura é também acompanhada por fichas elaboradas pela escola para que os professores possam provocar discussões com seus alunos sobre o tema que esta sendo tratado.
Mostramos então às famílias que o curso fundamental é um curso de leitura. Ao final de um ano as crianças devem ter lido pelo menos 38 livros, o que os coloca na frente de países mais letrados do mundo que chegam a ler 21 livros.
Todas as escolas deveriam ter uma pequena biblioteca, o que em nosso país alcança apenas cerca de 30% das instituições. A escola deveria virar em torno das bibliotecas. Como podemos pensar em bibliotecas se temos 14 milhões de analfabetos e um numero maior ainda de analfabetos funcionais? É simples: vamos inserir as bibliotecas em nosso sistema e promover, através destes leitores, a alfabetização  dos que estão a margem do sistema.
Devemos propor ao Ministério de Educação que temos que organizar bibliotecas, pois o que fizeram  é uma Biblioteca Virtual – que é uma biblioteca digital que esta sendo desativada por falta de uso (www.dominiopublico.gov.br). Ora, o problema é que as crianças tem que começar criando o hábito de leitura e tendo acesso aos livros para depois irem buscar, através dos computadores, os livros digitais. Nossos governantes não entendem de educação nem de crianças e querem propor programas. Não dão certo. Nem os professores fazem uso do programa que foi elaborado! Fico imaginando quanto custou aos cofres públicos. Onde está a divulgação? Por que fizeram esta escolha? Temos que parar de fazer programas pedagógicos sem perguntar a pedagogos se vão funcionar. Os economistas tem que voltar a dar instruções em suas áreas.

Beta

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Crianças e Alimentação

(artigo escrito levando em consideração alguns fatos narrados na Revista Época de domingo, 27 de fevereiro de 2011)

Alimentação das crianças  é  um problema permanente para pais e educadores. A obesidade invade o universo infantil. Uma coisa muito seria é a entrada dos fast-food , facilitadores em algumas coisas e complicadores em outras. O principal problema é sua interferência na  educação alimentar das crianças.
Como podemos cuidar da educação alimentar de uma criança se a família tem hábitos totalmente inadequados.
Algumas regras deveriam ser seguidas pelas famílias, para que possamos ter um ótimo resultado final na alimentação infantil.
1)    Apresentar desde cedo os alimentos separados,  para que o bebe sinta os sabores diferenciados;
2)    Apresentar os alimentos com estética;
3)    Ter horários bem determinados para a alimentação, criando hábitos; e não substituir o horário se a criança não comer;
4)    Não proibir nenhum alimento simplesmente porque não é nutritivo. Deixe a criança provar, mas tem que provar de tudo;
5)    Não enfrente a criança se ela não quer comer; você não conseguirá nada se ela não quiser;
6)    Mude o tempero e a forma dos alimentos que ela não gostou, pode estar no tempero a falta de aceitação da criança;
7)    Não aceite as chantagens das crianças, não prometa prêmios. Alimentação é algo totalmente normal e deve ganhar regularidade;
8)    A hora da alimentação deve ganhar um ritual, não deve ter outras fontes de atenção (TV, filmes, jogos, aviãozinho, brinquedos). Hora de comer;
9)    Deixar o mais cedo possível a criança se alimentar sozinha, pelas próprias mãos;
10)    Ter sempre companhia nas horas da  alimentação (família ou amigos na escola);
11)    Regular a quantidade de alimentos. Coloque o que você acha razoável, mas acriança deve regular a quantidade necessária através da ingestão, não fique insistindo para que coma mais;
12)    Nunca use a sobremesa como prêmio. Dê a ele mesmo que não tenha comido o alimento por você selecionado, mas na quantidade certa (pouco);
13)    Leve a criança ao mercado para comprar os alimentos, e posteriormente a cozinha para processá-los. É uma vivencia muito importante;
14)    Não dê alimentos a criança dormindo, apenas para suprir  deficiências que estão na sua cabeça;
15)    Nunca pergunte o que a criança quer comer; ela não tem como fazer esta escolha e fica nos mesmos alimentos. Só os adolescentes podem fazer escolha;
16)    Varie ao máximo os alimentos que oferece a criança. A coloração dos alimentos também é muito importante.
São sugestões para acompanhar o desenvolvimento das crianças quanto à alimentação. Não faça da alimentação uma guerra.
Beta