segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Educar é diferente de ensinar

   Nunca é demais repetir que existe um diferença enorme entre EDUCAR e ENSINAR. Nosso sistema educacional não está voltado para o educar, e por incrível que pareça é totalmente dedicado a ensinar. Mas onde está a diferença e a incongruência?
   Para um aluno ser educado, não é suficiente que ele vá a aula para, no mais das vezes, obter conhecimentos estéreis e não relacionados. Transmitir conhecimento não é Educar. Quando muito, é Ensinar. O problema é que alguém ainda acredite, em pleno século XXI, que algum professor possa ter mais “conhecimento” acumulado que os meios digitais. O que restaria a um professor fazer seria Educar seus alunos. Trabalharia desenvolvendo a MORAL, criando cidadãos que realmente possam conviver em sociedade, elevando o nível social do ambiente que vivem.
   Aquele professor “lente”, orador, escritor de quadro negro, transmissor de conhecimentos … acabou e ele precisa receber treinamento para transcender essa missão que, se em algum momento foi útil, hoje é redundante e sem consequência. Disputar com a Wikipédia ou com a Google sobre quem sabe mais sobre alguma coisa, é besteira. Saber o que fazer com essas coisas acumuladas em bancos de dados de petabytes de capacidade, isso sim faz sentido.
   Importante ressaltar que “treinar professores” não é fazê-los frequentar aulas, seminários, workshops ou qualquer outra coisa que signifique oferecer mais conteúdos. Nesse momento, precisamos treiná-los em Dinâmica de Grupo, ou seja, em técnicas desenvolvidas cientificamente para conduzir os grupos de estudantes ao seu desenvolvimento mental pleno.
   Ainda hoje, a maioria dos professores tem no “poder” uma arma para atuar em sala de aula. Justificam isso frente as enormes dificuldades de comunicação, a indisciplina reinante, a falta de interesse do alunado, enfim … Mas a fórmula não é essa, e isso fica evidente no trabalho de alguns mestres que conseguem se fazer amados por seus alunos. Não são muitos, mas existem, e dão um exemplo formidável que deve ser seguido. O professor deveria ser amado pelos seus alunos, tornando-os seguidores. Os alunos devem gostar de suas matérias, e isso acontece na proporção direta do afeto que o professor transmite e que cria uma relação de alto nível. Afeto, interesse e desenvolvimento andam juntos.
    Mas quando vemos uma LDB (Lei de Diretrizes e Bases) da Educação Nacional baseada em salas de aula para transmissão de conhecimentos, fica claro que isso é ainda uma meta longínqua. Temos que modernizá-la, é claro, mas sabendo que não é a Lei que faz a escola, mas sim seus professores e gestores, que estão atrasado pelo menos em um século.

3 comentários:

Anônimo disse...

Se, como vocês postaram, ocorrer essa modernização proposta, como ficará a transmissão de conhecimentos? Concordo em partes no quesito de transcender o simples papel de ensinar. Mas e a parte dos pais? A Escola deve auxiliá-los, ou deve haver uma transferência parcial de responsabilidade dos pais aos professores? Gostei da ideia de ensinar os jovens sobre como utilizar, de forma benéfica, as mídias digitais e sites, como o google. Nesse caso, os professores ainda seriam orientadores dos alunos, por exemplo na resposta às dúvidas, ou eles próprios deveriam procurar suas próprias respostas?

Meu nome é Paulo Vitor e gostaria que respondesse aos meus questionamentos e, se puder, explicar-me mais sobre essa sua visão.
O que vc quer é anular o ensino arcaico, ou apenas complementá-lo com a a educação verdadeira?
Obrigado.

Anônimo disse...

Educar, isto é, transmitir valores éticos e de conduta, é um papel da família. Dos pais. Ensinar, isto é, transmitir conhecimento, é um um papel da escola.

Eduardo P. disse...

Gostei muito do blog r achei a abordagem do tema bastante pertinente.