domingo, 15 de outubro de 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

ESCOLA _ Impasse na Educação

Realmente estamos vivendo um impasse na Educação. Título de um livro do Papai (LIMA, L. O. O impasse na educação: diagnóstico, crítica, prospectiva. Petrópolis: Vozes, 1969) que na época causou o mesmo efeito que causaria uma fogueira, mas ainda hoje enfrentamos com os mesmos problemas.
Será que os pais escolhem as escolas pelos brinquedos e cores que elas ostentam? Será que a “sala de aula” encanta apenas pelo tamanho? Estou certa que sim. Temos uma geração de pais sem nenhuma formação intelectual que não distingue metodologias e não sabe perguntar o que se ensina nas escolas. Será que alguém quer saber, realmente, quais são os materiais pedagógicos que a escola tem? Qual o teórico que orienta os planejamentos? NÃO. Se tudo for bonitinho está tudo bem, embora nada aconteça nas cabeças das crianças. Precisamos voltar a discutir metodologias, técnicas didáticas. Onde estão sendo formados os professores? Nem queiram saber! Os antigos estão em vias de aposentadoria e é bom ninguém ver as faculdades de educação. Mesmos os autores mais famosos não são lidos em seus cursos. Não é à toa que estamos sem infraestrutura para organizar escolas revolucionárias.
Qualquer empresa (Escola) que abra com um belo arsenal de brinquedos terá uma fila de espera para a matrícula.
Outra característica desta nova era é a escola bilíngue. Quem disse que é importante ou diferente? Os pais não falam nenhuma língua e acham que esse aprendizado deve vir da escola. Se a família é bilíngue não será necessário que a criança aprenda na escola durante algumas horas e se não for não aprende mesmo. Quer que seu filho seja bilíngue? No final do curso proporcione-lhe uma experiência de intercâmbio e verá o resultado em alguns meses, se a criança for inteligente.
O trabalho real da Escola deveria ser DESENVOLVER a INTELIGÊNCIA, mas como ninguém sabe o que isso significa, ficam criando modismos para atrair à “freguesia”.

Escola é um lugar para ser feliz e desenvolver a máquina espetacular que o homem tem, o cérebro. Está na hora de que os grandes administradores parem de fazer propaganda enganosa.

domingo, 20 de agosto de 2017

Dicas de como criar seus filhos

Nesse video, algumas orientações sobre criação dos filhos e definição de como estabelecer regras para as crianças, evitando assim uma inversão de valores no processo - o que tem acontecido muito atualmente.

domingo, 16 de julho de 2017

Organizando as crianças

Como organizar as crianças se os adultos não têm a menor organização? Toda a organização externa vai se refletir na organização interna. As coisas sempre devem voltar aos seus lugares. São as operações de classificação e seriação que devem ser exploradas.
A organização tem que ser trabalhada sempre em todos os níveis de desenvolvimento. Existem, também, vários níveis de organização. Para cada estádio há um nível de cobrança para a organização.
Vivemos em uma sociedade onde as coisas não funcionam por falta de organização. Cada coisa que se desorganiza, na sociedade, leva muitas outras coisas com ela.             O pensamento lógico necessita de muita organização então não diga que você é desorganizado, mas muito logico. A organização faz parte da lógica.
Quando você perde alguma coisa sua procura deve ser feita com lógica e logo encontrará o objeto, se você faz uma procura aleatória poderá achá-lo ou não. As crianças até 7/8 anos fazem essa busca. Hoje já temos especialistas em organizar casas. Tudo em seus lugares para que na vida agitada das famílias tudo possa ser encontrado, mas em geral as crianças não estão sendo trabalhadas para isso.
Em casa sempre crio estratégias para organizar os brinquedos dos meus netos para que possam brincar e manter tudo organizado. Estou sempre criando locais para guardarem seus objetos (brinquedos). Tudo pode ser utilizado, mas depois tudo deve ser guardado nos locais apropriados.

Sugestões que criei. Caixotes e baús espalhados em vários pontos da casa. 

domingo, 2 de julho de 2017

Crianças responsáveis.

Nossa sociedade vive educando às crianças como se fossem brinquedos de seus pais e responsáveis. Será que tem outra forma de educá-las? Vivo insistindo com os pais que as crianças devem ter responsabilidade. Não é possível que uma criança de 5 anos não consiga guardar seus brinquedos e deixar suas roupas em lugares adequados. O que acontece em nossa sociedade é que os próprios adultos não têm normas e passam esse recado a seus filhos.
As crianças, desde muito cedo, já convivem com aparelhos eletrônicos e quando os quebram recebem um novo. Será que não está na hora de observar o que outras culturas estão fazendo? Vejam o Japão. Desde muito cedo as crianças vão sozinhas as suas escolas e na escola são encarregadas da limpeza geral do ambiente. Em nossas escolas seria um escândalo fazer com que as crianças limpassem as áreas comuns. Deixar as salas onde trabalham, organizadas já é um grande esforço pedagógico. Imaginem olharem os banheiros. É por não serem responsáveis que jogam o papel no chão e não notam que deixaram as torneiras abertas jorrando agua. Mas chegam ao cumulo de não organizarem nem mesmo suas mochilas deixando essa tarefa para suas mães ou auxiliares que algumas famílias ainda têm. As crianças deveriam cuidar de todo seu material escolar organizando-o periodicamente. Apontar os lápis, organizar livros e cadernos...
Em casa deveriam cuidar das suas roupas, brinquedos, da organização da mesa e ajudar na limpeza em geral. As crianças não são hóspedes nas suas casas, mas parecem. A mãe se sente muito eficiente, faz tudo para seus filhos deixando-os ociosos e permanentemente brincando. Pode um adolescente ficar em seu quarto brincando e jogando com seu computador e a família (pai, mãe e auxiliares) desdobrando-se para que a casa funcione com o mínimo de organização? Um absurdo.
Estamos totalmente ligados na ideia de prolongar a infância de forma canhestra. A infância está ligada à realidade. As crianças precisam de hábitos, ordens para aprenderem a conviver na sociedade. O que provoca as neuroses é se achar o centro do universo e encontrar outros com o mesmo pensamento.

Pode uma criança de 10 anos ainda não saber fazer um simples alimento para si mesmo? Tudo é perigoso???? Não, tudo não foi experimentado pelas crianças. Basta! Acordem pais e educadores! Temos que educar as crianças para sobreviverem numa sociedade plural que muito vai a exigir delas. Temos que fazer marcos para exigir das crianças. Com que idade uma criança pode subir no elevador de sua casa sem o auxílio de um adulto? Com que idade pode ir à cozinha fazer um ovo? Com que idade pode pegar algo na geladeira para se alimentar? Parecem perguntas fáceis, mas os pais não conseguem respondê-las. Façam uma lista de mais de 10 perguntas para tornar seu filho mais independente e comecem a respondê-la.

domingo, 9 de abril de 2017

Palestra no Colégio Oliveira Lima, abril 2017




Lembrete para os Pais do Colégio Oliveira Lima, em Fortaleza - CE. Vai ser um prazer dar essa palestra a vocês no dia 11 de abril, durante o recesso escolar. Beijos e até lá.


#treinamento 📚

Durante o recesso escolar, nossos professores receberão treinamento intensivo com a Psicopedagoga Ana Elisabeth Oliveira Lima, especialista em psicogenética. 

#EscoladePais 📍

Acontecerá na terça-feira, dia 11 de abril às 19h, nossa Escola de Pais com o tema: A desconstrução do Futuro. Analisando o papel da escola e sua importância para o desenvolvimento global do indivíduo.

#agendese #experienciasquevalemapena#pelainteligencia #paisconstrutivistas

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Inteligência antes da fala

O que é o sensório motor? Piaget, em suas pesquisas descobriu o que todos viam e não sabiam o que era. A inteligência está antes da linguagem. Está na ação. Trabalhar a ação é muito importante e fundamental. Todo o desenvolvimento posterior vai se basear sobre o sensório motor. É a base.
Esse período deve estar calcado na experimentação. Deixe a criança fazer experiências físicas. Tem que conhecer o mundo através da atividade. Não deixe o berço no mesmo lugar, ilumine o quarto de forma diferente, coloque sempre um som para ativar todos os sentidos do bebê. Todas as atividades devem servir de estimulação: o banho, a alimentação, o banho de sol, andar no carrinho, ir para o colo, ficar no berço. Mude muito o bebê de lugar e faça com que ele veja coisas diferentes. É o estágio que antecede a linguagem, caracterizado pelo desenvolvimento inicial das coordenações e relações de ordem entre as ações, em seu universo primitivo não há objetos permanentes, nem há separação entre o sujeito e o objeto, nem entre o objetivo e o subjetivo.

O sujeito, nesse estágio, não se reconhece como origem das ações, pois as ações primitivas são configuradas como um todo indissolúvel, ligando o corpo ao objeto. Coloque no quarto figuras, quadros e luzes. Com essas atividades ele fará as ligações neurônicas necessárias ao o seu desenvolvimento.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fugindo da Escola

Estamos passando por um momento prolongado onde os jovens, no ensino médio, abandonam a escola. Todos conhecem esse fato, mas nenhuma providência é tomada. O que está acontecendo? Temos diagnósticos? Que escola é essa que não atrai os jovens? Nesta etapa eles não são mais obrigados, pela lei e seus pais não conseguem mais obrigá-los a ir. As escolas não têm atrativos e realmente não são práticas. Tudo o que é ensinado não serve para os jovens. O que fazer com o seno e a tangente? E com o binômio de Newton? Tudo sem a menor ligação com o mundo real e uma grande quantidade de conteúdo que os jovens têm que colocar na cabeça (decorando) para fazerem provas e depois esquecer de tudo. Então, qual é o objetivo? A sociedade corre em paralelo com a escola e o jovem não vê representado o que ele vive no que seus professores alienados querem lhe “ensinar”.
Todos estes “conhecimentos” já estão nos computadores que eles dominam como ninguém. O que teria então que estar dentro da Escola? Os professores deveriam ter uma formação bem mais complexa para atrair os jovens e formarem cabeças pensantes. As escolas ou são altamente teóricas, cheias de conteúdos ou apenas formam mão de obra. As escolas deveriam ser a casa da juventude, como diria Lauro de Oliveira Lima. Lugar de encontro dos jovens para serem felizes e aprenderem a lidar com seus pares. A Dinâmica de Grupo seria a didática para consolidar, nos jovens, a parceria e a troca de informações. Os professores seriam os condutores do processo trazendo questões a serem discutidas e seriam avaliados por seus alunos. Nunca devem pensar que o professor, como o fazia no século XIX, dita as aulas ou escreve no quadro os conhecimentos que só ele possuía. Hoje, os jovens têm mais acesso a esses conhecimentos do que seus professores. Logo o professor tem que ser um líder que ame seus liderados, caso contrário corre o risco de ficar isolado em sua cátedra e os jovens fora da Escola.
Realmente a escola é a coisa mais desinteressante da sociedade. O que levaria os jovens até ela? Alegria, jogos, encontro entre seus pares.
Disse Einstein:  “Utiliza como fundamento o medo, a força e a autoridade. Esse tratamento destrói os sentimentos sólidos, a sinceridade e a confiança do aluno em si mesmo. Cria um ser submisso”.
Os professores usam realmente o medo através das provas que nada provam. Os próprios professores se forem submetidos a provas um dos outros não passam. Experimente um professor de matemática fazer a prova de português e vice-versa. O que você acha que vai acontecer? E estes professores querem que os jovens estudem 7/8 ou 9 matérias y passem em todas com grandes notas. É justo? E por que os professores esqueceram o que estudaram em anos anteriores? Não aprenderam só decoraram para fazerem provas.
Qual a solução? Ensinar os jovens a pensarem e deixar eles buscarem os conhecimentos que desejarem.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Qual é o valor de brincar?

Os pais e professores sabem qual é o valor de brincar para as crianças? Tenho certeza que não. Numa pesquisa realizada no mundo inteiro foi verificado que as crianças brasileiras brincam menos de duas horas por dia fora de casa. O que está acontecendo? Não temos como valor natural as brincadeiras das crianças. Será que elas não precisam brincar? Piaget salienta a grande importância das sociedades infantis onde as crianças promovem trocas entre elas e promovem assim, o seu desenvolvimento.

As famílias estão tão ocupadas que não sentem a importância e acham mais seguro que seus filhos estejam em casa na companhia de TV ou dos computadores. O aprendizado infantil depende e muito dessas brincadeiras, não é um tempo desperdiçado. Nas brincadeiras as crianças vão se socializar e aprender regras. As brincadeiras estimulam o desenvolvimento moral das crianças. Os amigos estimulam a imaginação. Não esqueçam que essas experiências vão ser muito necessárias na vida adulta. Como podemos pensar em uma criança sem brincar? Impossível! O trabalho do adulto é o brincar das crianças. A tecnologia, os jogos virtuais têm seus papéis específicos, mas não podem competir com o brincar real. A outra criança é um estímulo insubstituível.  O brincar ao ar livre estimula, também o desenvolvimento físico e no esqueçam que a maioria das Escolas não deixam as crianças ao ar livre, nem estimulam os jogos. Será que esta nova geração não vai conhecer os jogos de rua? Será mais uma tarefa das escolas? Talvez, mas alguém tem que tomar a iniciativa. Quantos jogos de rua seu filho conhece? Faça essa pergunta e invista nesta ideia já.  Trabalhar os jogos tradicionais da humanidade é uma fórmula que sempre vai dar certo. Sempre convide para a sua casa alguns amigos dos seus filhos para que eles possam fazer trocas. Ninguém brinca sozinho. Cada criança é diferente da outra daí a riqueza do encontro. Aposte no brincar!