domingo, 9 de abril de 2017

Palestra no Colégio Oliveira Lima, abril 2017




Lembrete para os Pais do Colégio Oliveira Lima, em Fortaleza - CE. Vai ser um prazer dar essa palestra a vocês no dia 11 de abril, durante o recesso escolar. Beijos e até lá.


#treinamento 📚

Durante o recesso escolar, nossos professores receberão treinamento intensivo com a Psicopedagoga Ana Elisabeth Oliveira Lima, especialista em psicogenética. 

#EscoladePais 📍

Acontecerá na terça-feira, dia 11 de abril às 19h, nossa Escola de Pais com o tema: A desconstrução do Futuro. Analisando o papel da escola e sua importância para o desenvolvimento global do indivíduo.

#agendese #experienciasquevalemapena#pelainteligencia #paisconstrutivistas

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Inteligência antes da fala

O que é o sensório motor? Piaget, em suas pesquisas descobriu o que todos viam e não sabiam o que era. A inteligência está antes da linguagem. Está na ação. Trabalhar a ação é muito importante e fundamental. Todo o desenvolvimento posterior vai se basear sobre o sensório motor. É a base.
Esse período deve estar calcado na experimentação. Deixe a criança fazer experiências físicas. Tem que conhecer o mundo através da atividade. Não deixe o berço no mesmo lugar, ilumine o quarto de forma diferente, coloque sempre um som para ativar todos os sentidos do bebê. Todas as atividades devem servir de estimulação: o banho, a alimentação, o banho de sol, andar no carrinho, ir para o colo, ficar no berço. Mude muito o bebê de lugar e faça com que ele veja coisas diferentes. É o estágio que antecede a linguagem, caracterizado pelo desenvolvimento inicial das coordenações e relações de ordem entre as ações, em seu universo primitivo não há objetos permanentes, nem há separação entre o sujeito e o objeto, nem entre o objetivo e o subjetivo.

O sujeito, nesse estágio, não se reconhece como origem das ações, pois as ações primitivas são configuradas como um todo indissolúvel, ligando o corpo ao objeto. Coloque no quarto figuras, quadros e luzes. Com essas atividades ele fará as ligações neurônicas necessárias ao o seu desenvolvimento.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fugindo da Escola

Estamos passando por um momento prolongado onde os jovens, no ensino médio, abandonam a escola. Todos conhecem esse fato, mas nenhuma providência é tomada. O que está acontecendo? Temos diagnósticos? Que escola é essa que não atrai os jovens? Nesta etapa eles não são mais obrigados, pela lei e seus pais não conseguem mais obrigá-los a ir. As escolas não têm atrativos e realmente não são práticas. Tudo o que é ensinado não serve para os jovens. O que fazer com o seno e a tangente? E com o binômio de Newton? Tudo sem a menor ligação com o mundo real e uma grande quantidade de conteúdo que os jovens têm que colocar na cabeça (decorando) para fazerem provas e depois esquecer de tudo. Então, qual é o objetivo? A sociedade corre em paralelo com a escola e o jovem não vê representado o que ele vive no que seus professores alienados querem lhe “ensinar”.
Todos estes “conhecimentos” já estão nos computadores que eles dominam como ninguém. O que teria então que estar dentro da Escola? Os professores deveriam ter uma formação bem mais complexa para atrair os jovens e formarem cabeças pensantes. As escolas ou são altamente teóricas, cheias de conteúdos ou apenas formam mão de obra. As escolas deveriam ser a casa da juventude, como diria Lauro de Oliveira Lima. Lugar de encontro dos jovens para serem felizes e aprenderem a lidar com seus pares. A Dinâmica de Grupo seria a didática para consolidar, nos jovens, a parceria e a troca de informações. Os professores seriam os condutores do processo trazendo questões a serem discutidas e seriam avaliados por seus alunos. Nunca devem pensar que o professor, como o fazia no século XIX, dita as aulas ou escreve no quadro os conhecimentos que só ele possuía. Hoje, os jovens têm mais acesso a esses conhecimentos do que seus professores. Logo o professor tem que ser um líder que ame seus liderados, caso contrário corre o risco de ficar isolado em sua cátedra e os jovens fora da Escola.
Realmente a escola é a coisa mais desinteressante da sociedade. O que levaria os jovens até ela? Alegria, jogos, encontro entre seus pares.
Disse Einstein:  “Utiliza como fundamento o medo, a força e a autoridade. Esse tratamento destrói os sentimentos sólidos, a sinceridade e a confiança do aluno em si mesmo. Cria um ser submisso”.
Os professores usam realmente o medo através das provas que nada provam. Os próprios professores se forem submetidos a provas um dos outros não passam. Experimente um professor de matemática fazer a prova de português e vice-versa. O que você acha que vai acontecer? E estes professores querem que os jovens estudem 7/8 ou 9 matérias y passem em todas com grandes notas. É justo? E por que os professores esqueceram o que estudaram em anos anteriores? Não aprenderam só decoraram para fazerem provas.
Qual a solução? Ensinar os jovens a pensarem e deixar eles buscarem os conhecimentos que desejarem.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Qual é o valor de brincar?

Os pais e professores sabem qual é o valor de brincar para as crianças? Tenho certeza que não. Numa pesquisa realizada no mundo inteiro foi verificado que as crianças brasileiras brincam menos de duas horas por dia fora de casa. O que está acontecendo? Não temos como valor natural as brincadeiras das crianças. Será que elas não precisam brincar? Piaget salienta a grande importância das sociedades infantis onde as crianças promovem trocas entre elas e promovem assim, o seu desenvolvimento.

As famílias estão tão ocupadas que não sentem a importância e acham mais seguro que seus filhos estejam em casa na companhia de TV ou dos computadores. O aprendizado infantil depende e muito dessas brincadeiras, não é um tempo desperdiçado. Nas brincadeiras as crianças vão se socializar e aprender regras. As brincadeiras estimulam o desenvolvimento moral das crianças. Os amigos estimulam a imaginação. Não esqueçam que essas experiências vão ser muito necessárias na vida adulta. Como podemos pensar em uma criança sem brincar? Impossível! O trabalho do adulto é o brincar das crianças. A tecnologia, os jogos virtuais têm seus papéis específicos, mas não podem competir com o brincar real. A outra criança é um estímulo insubstituível.  O brincar ao ar livre estimula, também o desenvolvimento físico e no esqueçam que a maioria das Escolas não deixam as crianças ao ar livre, nem estimulam os jogos. Será que esta nova geração não vai conhecer os jogos de rua? Será mais uma tarefa das escolas? Talvez, mas alguém tem que tomar a iniciativa. Quantos jogos de rua seu filho conhece? Faça essa pergunta e invista nesta ideia já.  Trabalhar os jogos tradicionais da humanidade é uma fórmula que sempre vai dar certo. Sempre convide para a sua casa alguns amigos dos seus filhos para que eles possam fazer trocas. Ninguém brinca sozinho. Cada criança é diferente da outra daí a riqueza do encontro. Aposte no brincar!

domingo, 23 de outubro de 2016

Currículo Nacional

É provável que quase nenhum brasileiro saiba que está sendo organizado, no Brasil, o Currículo Nacional. Isso gera uma grande preocupação. Temos dificuldades em trabalhar com os jovens os atuais currículos, imaginem a complexidade que virá com tantos doutores estudando o que deve ser ensinado às crianças. Não vi nenhuma pesquisa feita com professores e gestores para saber quais são as possibilidades de todas as regiões de nosso país de dimensões continentais. Vamos fazer, como sempre, algo totalmente artificial e obrigar aos alunos a decorá-lo em todo o território nacional.
Será que estão levando em consideração os estudos da psicogenética? É uma teoria que mostra os caminhos dizendo o que as crianças e jovens podem aprender em cada etapa de seu desenvolvimento. O que eu vi foram estudos de currículos de outros países com desenvolvimento diferenciado do nosso. Não podemos transplantar conhecimentos. Temos que saber o nível das crianças e jovens para propor o conhecimento para eles.
Será que é tão importante assim esse currículo nacional? Não deveríamos primeiro mudar a metodologia aplicada em nossas escolas e trazer todos para dentro de uma escola feliz? O que adianta propor conteúdos se os jovens estão fugindo de nossas escolas? Eles não querem aprender o que as escolas querem ensinar. Temos professores infelizes que não conseguem trabalhar um mínimo dos conteúdos. Por exemplo, ensinar às crianças a ler e gostar da leitura. Chega de faz de conta. Eu finjo que ensino, você finge que aprendeu. Não estamos formando cientistas, escritores, inventores. Estamos formando, muito mal, uma mão de obra pouco especializada. Temos que mudar nossos objetivos para a Educação Nacional.
Um currículo nacional só se justificará quando tivermos uma escola forte e uma grande participação da sociedade para apreciar o que vamos ensinar.

Fico preocupada pensando que estão vendo conteúdos que são ensinados há mais de dois séculos nas escolas. E as matérias futuristas? Nossos alunos não vão viver neste mundo que os administradores estão projetando e pensando. Pode ser que não precisem de nada do que está projetado para ensinar-lhes. Lembrem que os computadores estão aí, cheios de informações de fácil acesso. Está na hora de ensinar INTELIGÊNCIA. E apenas inteligência.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Ler Histórias para Crianças

Até quando? Não termina nunca. Devemos sempre ler histórias para as crianças e os adolescentes. O que vai variar são os temas e a complexidade das histórias.
Este é um tempo de afeto onde os pais devem estar próximos de seus filhos. Será que conseguiremos tempo para contar o mundo todo para nossas crianças? Escolha os livros e vá contando gradativamente. Faça um programa de leitura e suas crianças lhe agradecerão. Escolha livros adequados à idade da criança e veja a possibilidade de abordar o desenvolvimento moral.
Depois de ler faça perguntas que não sejam cansativas e você, também faça seus comentários. Não espere da criança a compreensão total do que foi lido. Será compreendido aos poucos. Crie um horário permanente para a leitura. Deixe as crianças à vontade para perguntar e não canse a criança. Ela não tem o tempo do adulto. As crianças têm um tempo de concentração de mais ou menos 10/15 minutos até os 7/8 anos, depois você pode ficar um pouco mais. Termine a leitura quando a criança ainda tem interesse. Fantasie bastante o que está lendo até essa idade. Após os 7/8 anos as histórias devem estar ligadas ao medo, mistério e na adolescência introduza os romances. Não esqueça que os clássicos são sempre uma boa pedida. Faça uma lista do que quer que seu filho conheça e assim terá seu guia.
Lembre-se que tudo depende de um hábito e se você o criou na infância terá os frutos na adolescência.
Sejam pais contadores de história. Vejam se as escolas têm essa preocupação. O pensamento simbólico vai depender dessas histórias. Amplie o mundo das suas crianças. Não deixe passar nenhum dia sem contar uma história o desenvolvimento da inteligência de sua criança vai agradecer.
Agora vem a pergunta frequente. Que livros escolher? A literatura universal está toda a sua disposição. A literatura brasileira oferece muitas histórias maravilhosas. Para as crianças pequenas escolha livros com bastante ação, depois dos dois anos no período simbólico, a magia, depois os mistérios, o terror também e bem-vindo. Sinta o interesse de suas crianças. Não fique muito tempo. ¡Não esqueça de Monteiro Lobato!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Paralimpíadas ... modelo de exclusão.


Vivo no Rio de Janeiro, e isso me colocou de frente para as Olimpíadas, tanto para o bem quanto para o mal. Foi uma festa para a qual muitos não foram convidados – mesmo sendo vizinhos – até porque os valores absurdos cobrados pelos ingressos filtravam na entrada aqueles que poderiam ou não gozar do privilégio de assistir as lindas atividades programadas. Para aqueles que ficaram de fora, como sempre, o osso duro de roer ao invés do caviar.
                Tudo correu às mil maravilhas e todos os elogios foram válidos para os jogos e as cerimônias de abertura e encerramento dos jogos. Problemas pontuais, discriminações, desorganização inexplicável em alguns momentos, mas tudo aconteceu. Um roubo aqui, um assassinato ali, uma mentira acolá, mas ... vamos em frente que a festa está acontecendo e ninguém quer perder nada do que for possível. Mas as Olimpíadas 2016 acabaram e uma nova atividade surge no bojo desta.
                As Paralimpíadas estão aí, acontecendo, mas de uma maneira tímida, coisa de evento secundário, com uma publicidade mínima e ingressos a preços equivalentes a 10% do valor cobrado para o “evento principal” (!?). Não entendo realmente essa discriminação naquilo que deveria ser um evento inclusivo, e me pergunto a todo momento porque a pessoa com deficiência tem que fazer jogos separados... O que mais se discute hoje em dia não é a inclusão real? Não é o que se cobra das escolas, empresas, repartições, etc? Por que não acontece também no momento em que o mundo inteiro volta suas atenções para os esportes? Ah, já ouvi de alguém que na Grécia era assim, e por isso mantem-se a tradição, mas quem disse que os gregos estavam certos em tudo? Trataremos as mulheres como na Grécia antiga apenas porque era a tradição? Evidentemente que o processo de evolução da humanidade vem provocando mudanças em todas as facetas do comportamento. Claro que uma parcela da humanidade ainda prefere manter-se entre os “iguais”, mas a clara visão de que integrar a diversidade é o caminho para termos um mundo melhor, sem dúvida nenhuma. Mas os exemplos devem estar acessíveis ao maior número possível de pessoas, e eventos globais seriam uma forma concreta de estabelecer as melhores práticas. Mas não é o que acontece.
                Creio que é por situações como essa que a sociedade acaba assumindo a ideia de que as pessoas com deficiência sejam “diferentes”, e na maioria das vezes, sem direitos reconhecidos. Falta acessibilidade, falta respeito, falta consideração, falta humanidade. Idosos não são respeitados mesmo quando é clara a necessidade de atender as condições mínimas para sua segurança – e aqui nem falo de conforto. São degraus onde poderiam haver rampas, carros estacionados em cima de calçadas inviabilizando a passagem de pessoas com dificuldade de locomoção, buracos nas calçadas colocando em risco as pessoas.

                Vejo com tristeza o isolamento dos atletas com deficiência. Afinal, se eles são atletas, porque não estão incluídos no conjunto geral daqueles que recebem a mesma classificação? Não aceito essa discriminação, principalmente quando vejo toda a estrutura das Olimpíadas sendo desmontada para que se iniciem as Paralimpíadas, como no caso das Casas dos Países, que estão sendo desmontadas e transferidas para locais mais simples – seguindo a redução de status geral da situação. E, finalmente, prevendo a falta de público, as escolas são convidadas a fazer número nas arquibancadas. Tudo montado cenograficamente. Chega de tanta falsidade! Queremos todos os atletas juntos. Vamos defender a inclusão, ou voltaremos ao tempo em que os portadores de deficiência ficavam de fora, sempre.

sábado, 13 de agosto de 2016

A Casa da Suíça – Rio 2016


   Essa é bem diferente das outras casas que estamos visitando, com muitas atividades para as crianças – o que é incomum – e uma praça de alimentação bem organizada, com pratos bem servidos e de qualidade. Notei que falta sinalização dentro da casa, deixando pessoas desorientadas, perguntando para que lado devem ir. O que parece, realmente, é que não esperavam um fluxo tão grande de visitantes quanto o que se vê. De toda forma, é um sucesso.
   A fila para a entrada é muito grande, como tem acontecido em quase tudo relacionado a Rio 2016, e notei que faltam exposições e mostras para serem vistas pelo público durante a circulação. No entanto, a música ao vivo anima muito e para aqueles que querem descansar, muitas cadeiras espreguiçadeiras espalhadas pelo gramado artificial, o que sempre deixa todo mundo mais à vontade.
   Embora tenha por objetivo divulgar o país, fizeram um trabalho exemplar, esperando um público de até 450 mil pessoas durante os jogos, mas acho que mesmo assim não acreditavam que poderiam superar essa marca – o que deve acontecer.

   Gostei muito. Comidas típicas e bem preparadas, muita coisa para as crianças, animação e organização. Recomendo.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Visitando as Casas Olímpicas

Bebeta na Casa do Japão
   Soube das chamadas Casas Olímpicas por meu filho, o João Pedro, que foi contratado para fazer acompanhamento bilíngue na Casa do Qatar. Não tenho visto muita informação sobre isso na mídia e resolvi visitar para trazer uma impressão pessoal a respeito, principalmente para quem está fora do Rio de Janeiro e não vai ter oportunidade de ver pessoalmente. Pretendo ir naquelas possíveis, porque por serem abertas à visitação e com entrada franca, estão com filas quilométricas, que desestimulam, além de muito espalhadas pela cidade. São 21 no total.
   A proposta foi trazer um pouco do país e sua cultura para serem apresentados ao enorme público presente no Rio de Janeiro durante o evento, mas o que tive oportunidade de ver até agora, não atendeu a esse objetivo. Na Casa da África, continente tão rico em cultura, meio ambiente e outros tantos aspectos, nada para ser ver. Fica evidente o vazio quando tudo o que se poderia mostrar sobre a culinária e a cultura são substituídos por uma estrutura de avião que oferece uma visão de alguns países, mas que não oferece condições para que todos os visitantes participem da atividade, tendo em conta o tamanho e os poucos lugares internos. Fica a sensação de que imaginavam que ninguém iria visitar a atração – ou apenas alguns poucos. Em outro canto, música e alguns instrumentos para serem experimentados pelos visitantes... mas nada que realmente estivesse a altura da demanda.
   Na Casa do Japão, um andar com muita tecnologia para apresentar a próxima sede das olimpíadas (Tóquio), com projeções feitas em grandes telões. Nada sobre a culinária japonesa ou sobre o teatro deles, que é tão diferenciado e interessante. Em um segundo andar, foram projetadas atividades para a participação dos visitantes, mas novamente ficou a impressão de que esperavam um número reduzido de pessoas a cada dia. Todas as áreas muito acanhadas e grandes filas para cada uma das atividades propostas, como fazer fotos vestindo um quimono, experimentar fazer caligrafia, desenhos ou oficina de origami. Faltaram brindes e gastronomia. E ao final, painéis com fotos de cidades japonesas.
   Até aqui, não ficou claro a que vieram as Casas, porque se o objetivo era grandioso como o alardeado, a operação ficou muito aquém do esperado. Vou visitar mais e conto para vocês.